A lista de credores da Calçados Samello é extensa. Entre pessoas físicas e jurídicas, são aproximadamente dois mil nomes. Vai de bancos a restaurantes, passando por transportadoras, borracharias, supermercados, farmácias, lojas de calçados e roupas, advogados, agências de publicidade, CPFL (Companhia Paulista de Força e Luz) e até padarias, entre muitas outras.
A Samello deve até para as empresas do próprio grupo, como MSM (R$ 11 milhões) e Vaccaro (R$ 1 milhão) e para seus proprietários. O presidente Miguel Sábio de Mello Neto, por exemplo, tem R$ 38 mil a receber da Samello.
No caso dos bancos, são várias as instituições na lista da Samello, tanto estatais como privados. Banco do Brasil, BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social), Rural, Daycoval, Citibank, Sifra, Indusval, Sofisa e CEF (Caixa Econômica Federal) estão entre eles. As cifras também são grandes: somente para estes bancos, a empresa deve mais de R$ 15 milhões.
No caso das empresas de telefonia, o número de operadoras com dinheiro a receber da Samello também é considerável. TIM, CTBC, Telemar, Claro, Embratel. Neste caso, o valor é menor, de aproximadamente R$ 100 mil. Outro segmento que chama a atenção entre os credores é o de fornecedores, principalmente de curtumes e curtidoras. São pelo menos 15 empresas do ramo e um débito total de R$ 1,2 milhão.
Os prestadores de serviços essenciais para o funcionamento de qualquer indústria, como o fornecimento de energia elétrica e água, também têm recursos a receber da Calçados Samello. No caso da CPFL, são quase R$ 80 mil em atraso. Já a Sabesp tem créditos de R$ 89 mil. Segundo fontes ligadas à empresa, até o momento, não houve cortes de luz e água.
Nem a Couromoda e Francal, organizadoras das maiores feiras do setor calçadista, estão fora da lista de credores. A Samello deve R$ 32 mil para a Couromoda e R$ 45 mil para a Francal.
Mello Neto não quis comentar a lista de credores e os respectivos valores e afirmou que a empresa se manifestará “na hora certa, quando tiver boas novidades”.
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