‘Desta vez, eu perdi’, diz investigador Amato


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Os investigadores envolvidos na ocorrência de ontem são experientes e nunca haviam respondido a procedimentos disciplinares. Régis ingressou na Polícia Civil há oito anos e está na DIG há um ano e meio. Amato é policial há mais de 20 anos. Começou a carreira como policial militar e chefiou o grupo de investigadores da DIG. Até ontem era o responsável pela equipe de homicídios da mesma delegacia. Acompanhe sua entrevista. Comércio da Franca - Como “Marcelinho” conseguiu fugir? Amato - Não é verdade que fomos na casa dele pegar roupas. Estávamos saindo da cidade, quando ele simulou passar mal e começou a se debater na viatura. Ele disse que queria vomitar. O Régis e eu abrimos a porta. Como ele estava com as algemas para trás, fomos passá-las para frente. No momento que a soltamos de um braço, ele se agachou e saiu correndo. Tentamos pegá-lo, mas não deu. Comércio - Você tem uma relação próxima com o “Marcelinho” em função da ajuda que ele dava à polícia em algumas investigações. Esperava que ele pudesse fugir de suas mãos? Amato - Não tenho uma amizade forte com ele. Igual a ele, conheço várias pessoas de diferentes segmentos. Nunca passamos a mão na cabeça dele. O “Marcelinho” responde por vários inquéritos na delegacia e sempre é responsabilizado. Comércio - É verdade que estavam bebendo cerveja juntos? Amato - Não tomo bebidas alcoólicas. Após meu horário de serviço, fui ao bar com o Régis comer um peixe e tomar um refrigerante. Certo tempo depois, ele chegou e ficou conversando um pouco com a gente. Foi quando a PM chegou e o prendeu. Não era do nosso conhecimento que havia um mandado de prisão contra ele. Comércio - A fuga foi facilitada? Amato - Tenho a consciência tranqüila e garanto que não cometi abusos. Jamais iria facilitar a fuga de um criminoso. Houve uma falha minha e do Régis e iremos responder administrativamente por isso. Ao longo de minha carreira, sempre procurei fazer o trabalho da maneira mais correta possível. Ajudei a esclarecer muitos crimes e prendi muitos bandidos. Desta vez, eu perdi.

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