Policiais presos após chope com criminoso


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O chopinho de dois policiais civis com um criminoso na noite de terça-feira acabou em prisão. Dos policiais. Os três tomavam cerveja no Peixinhos Bar quando PMs interromperam com dois mandados de prisão contra Marcelo Henrique Rodrigues, 28, o Marcelinho, acusado de aplicar golpes em vendedores e compradores de veículos. Os companheiros de bar logo se habilitaram para conduzí-lo ao Plantão Policial. E assim o fizeram. Oficializada a prisão, ainda foram incumbidos de levar o acusado à cadeia de Pedregulho. No caminho, a pedido de Marcelinho, passaram na casa do rapaz para que ele pegasse alguns pertences. Foram à casa do malandro e o deixaram fazer as malas. E Marcelinho sumiu. Com a fuga, os dois policiais é que acabaram detidos. Para os investigadores, personagens do episódio, Amato e Régis, a história não é bem assim. Para explicar o caso, alegam uma versão ainda mais estapafurdia. Marcelinho teria fugido no caminho, após fingir passar mal e pedir para que as algemas fossem retiradas. "Quando passavam pela Rua Benedito Merlino, no Jardim Guanabara, o Marcelinho simulou passar mal e disse que iria vomitar. Os policiais pararam o carro e soltaram as algemas para prendê-lo pela frente. Nesse momento, ele saiu correndo. Foram disparados tiros de advertências, mas como é um rapaz jovem e mais leve, conseguiu fugir", disse o delegado Wanir José da Silveira que também divulgou a versão dos investigadores. Eles só não conseguiram explicar porque Marcelinho não conseguiria vomitar com as mãos para trás. As duas versões da história ainda têm muitos furos não explicados pela Polícia Civil. Marcelinho seria informante da polícia, o que justificaria sua proximidade com os investigadores. Também por delatar seus comparsas ele não poderia ficar preso na cadeia do Jardim Guanabara, onde é jurado de morte. Mas apesar de existir uma equipe de plantão, o delegado Jairo permitiu que os investigadores Amato e Régis, que já haviam finalizado o turno de serviço, conduzissem Marcelinho até a cadeia de Pedregulho. De qualquer maneira, a fuga gerou imediata reação do delegado seccional, Maury de Camargo Segui, que determinou o indiciamento dos investigadores por facilitação de fuga e a remoção deles da DIG. Depois de prestar depoimento à Corregedoria e serem formalmente detidos, Amato e Régis foram liberados e até participaram das buscas pelo bandido. Ontem, os policiais chegaram a falar com o rapaz pelo celular. Mas Marcelinho, que não é bobo, não quis saber de outro encontro.

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