O secretário de Saúde de Franca, Alexandre Ferreira, simplesmente ignorou as ameaças da Santa Casa de cortar atendimentos às cidades que não quiserem aumentar os repasses à Santa Casa. A maior conta ficou justamente para Franca, de quem o hospital quer receber R$ 596 mil mensais. “Não entendi que a Santa Casa tenha estipulado datas ou acenado claramente com cortes”, disse. Para Ferreira, a solução para o déficit da instituição poderá ser a busca por mais recursos nos governos estadual e federal. “Temos de nos unir com as outras cidades e pressionar para conseguirmos mais verbas”, disse.
Onofre Trajano, provedor da instituição, deu outra versão quanto aos prazos, totalmente oposta à de Ferreira. “Há data para os cortes. Conforme as respostas que obtivermos, em fevereiro começaremos a efetuá-los. Talvez, ainda em janeiro”, disse. “Só não mexeremos, é bom que fique claro, nas urgências e emergências.”
Entre os prefeitos das cidades da região, Hélio Kondo (PMDB), de Cristais Paulista, foi o primeiro a se posicionar favorável ao repasse. “Desde que haja legalidade para tal, nossa cidade, certamente, vai ajudar na iniciativa da Santa Casa”, disse. A atitude de Kondo foi seguida por Antônio Delefrate (PMDB), de Buritizal, a quem caberá a menor fatia de contribuição (R$ 700). “Nosso município reconhece a importância da Santa Casa e, independente de valores, estaremos ao lado da instituição sempre”. Os prefeitos de Pedregulho, Igarapava e Jeriquara também se comprometeram a pagar suas partes.
Sobre os ausentes, o promotor Décio Piola foi incisivo. “Não sei qual será a postura da fundação, mas, a meu ver, deveriam ser os primeiros a ficar de fora se, realmente, os cortes acontecerem”, disse.
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