Um homem de 18 anos foi detido ontem em um ponto de compra e venda de drogas com 175 cápsulas de uma substância suspeita. A polícia acreditava ser cocaína, mas exames preliminares indicaram a presença de leite em pó. Policiais afirmam que ele enganava viciados vendendo o pó como se fosse entorpecente. O acusado se defende e alega que os comprimidos são para seu uso, pois faz musculação e eles servem para auxiliar no ganho de massa muscular.
Após receber denúncias anônimas de que um imóvel abandonado da Rua Carlos de Vilhena, na Vila Formosa, estaria sendo usado para o uso e a venda de entorpecentes, soldados da Polícia Militar foram até o local e encontraram três rapazes. Um deles estava dentro da casa. “Na residência, apreendemos latas de cervejas vazias que servem de maricas (usadas para fumar crack) e também pedaços de sacos plásticos, usados para embalagens de maconha.
Um típico cenário da venda e uso de drogas. Perto do rapaz encontramos a sacola com as cápsulas contendo substância com aparência de cocaína. Achamos estranho e apresentamos o caso na delegacia”, disse o soldado Rivelino.
Segundo a polícia, um quarto homem também foi detido, suspeito de estar no local para comprar drogas. “Ele estava com dinheiro na mão e quando viu a viatura saiu correndo. Provavelmente pretendia comprar drogas”, afirmou o soldado.
O produto foi apresentado na Dise (Delegacia de Investigações Sobre Entorpecente) e posteriormente levado para o Instituto de Criminalística, onde ficou preliminarmente apurado que o conteúdo das cápsulas seria leite em pó. Mesmo assim elas serão encaminhadas para o IC de Ribeirão Preto para uma nova análise. “É comum viciados serem enganados pelos traficantes.
São chamadas vendas ‘fantasmas’. Já apreendemos folha de chuchu vendida como maconha e grão de milho como crack”, disse o delegado Pedro Luiz Dalacqua. O rapaz foi ouvido na delegacia e liberado, mas uma ocorrência de averiguação de tráfico de drogas foi registrada.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.