Quem gosta de futebol certamente se lembra desta profissão. Principalmente se o caso em questão for do rompimento dos ligamentos do joelho esquerdo do Ronaldo “Fenômeno”. Além da avaliação do médico da seleção brasileira José Luiz Runco, o “gorducho” teve o acompanhamento de outro profissional, responsável por sua reabilitação. Nilton Petrone, então fisioterapeuta “canarinho”, foi quem colocou Ronaldo em forma para disputar a Copa de 2002. Reabilitado, o “Fenômeno” ajudou a equipe a trazer a taça do Mundial e o título de pentacampeão.
Mas a história da fisioterapia começa bem antes de uma contusão, uma luxação, um acidente vascular ou qualquer disfunção das disfunções musculares, ósseas, neurológicas e cardiorrespiratórias do ser humano. O profissional também atua na prevenção de doenças e a promoção de melhoria das condições de vida das pessoas. O próprio Nilton Petrone, hoje trabalhando no departamento médico do Santos, tem um trabalho totalmente voltado para a prevenção de lesões em atletas. O fisioterapeuta é até mais ambicioso em seu projeto. Ele quer o time da baixada santista referência mundial em prevenção de contusões.
ONDE TRABALHAR
Em busca por promoção da saúde, prevenção de alterações motoras e reabilitação física dos indivíduos, o fisioterapeuta utiliza recursos como exercícios (cinesioterapia), temperatura (termoterapia), correntes elétricas (eletroterapia), massagens (massoterapia), entre outros. A expansão da profissão abre um amplo leque de oportunidades de trabalho em clínicas, consultórios, hospitais, asilos, clubes desportivos, academias de ginástica e indústrias.
O fisioterapeuta pode atuar em diversas áreas da saúde, nas redes pública e privada prestando assistência domiciliar, realizando atendimento ambulatorial e hospitalar, apoiando equipes de programas como o Saúde da Família e assistindo a trabalhadores em empresas. Nos últimos anos, a fisioterapia ampliou sua atuação. Deixou de ser atividade auxiliar de reabilitação apenas para problemas neurológicos e traumato-ortopédicos. Há demanda para fisioterapia em todas as especialidades clínicas da saúde como reumatologia, pediatria e neonatologia, cardiologia, angiologia, hematologia e dermatologia.
paixão
Aluna do 3º ano de Fisioterapia da Unifran (Universidade de Franca), Carla Cristina Souza Gomes, 21, é apaixonada pelo que escolheu. Hoje, já tem em andamento um estágio na própria universidade. “Nunca me imaginei fazendo outra coisa. Aprendi a ter gosto pela profissão por causa de uma prima que tem paralisia cerebral. Eu via a fisioterapeuta fazendo os exercícios com ela e passei a sentir mais vontade de ajudar as pessoas que necessitavam destes serviços”, disse.
Para o coordenador do curso, José Alexandre Bachur, além do interesse em ajudar ao próximo com seus conhecimentos, os profissionais ainda têm de somar uma boa carga de interesse em questões biológicas e entender os processos de desenvolvimento do corpo humano. “Além disso, a característica mais importante é gostar de relacionar-se com as pessoas e estar comprometido com o sofrimento dos pacientes.
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