Vai bombar


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Consumidores lotaram os calçadões nesta semana. Expectativa é de que o movimento seja ainda maior a partir de hoje
Consumidores lotaram os calçadões nesta semana. Expectativa é de que o movimento seja ainda maior a partir de hoje
Lembrancinhas, presente para amigo-invisível ou simplesmente uma recordação. Tudo é válido neste Natal e para não fazer feio na noite do dia 24, os consumidores devem lotar as ruas de Franca a partir de hoje nas chamadas compras de última hora. Os lojistas do Centro e dos dois shoppings da cidade estão otimistas e esperam que aquele espaço reservado sob as árvores de Natal fique pequeno para tantos presentes. A boa expectativa tem uma explicação. A partir de hoje começam os pagamentos da quinzena e da segunda parcela do 13º salário. "O movimento ainda está fraco mas os consumidores costumam deixar para comprar nos últimos dias", disse Nilma Lobo Rodrigues, gerente da Junques Calçados. Na espera de que os `Papais Noéis` saiam realmente às compras, a Acif (Associação do Comércio e Indústria de Franca) propôs inclusive ampliar o horário de funcionamento das lojas até meia-noite na sexta-feira e no sábado. Desde o dia 4 de dezembro, elas já funcionam das 9 às 22 horas. Supermercados e repartições públicas também programaram horários especiais. Ontem a movimentação de consumidores já estava acima das semanas anteriores, quando as vendas ficaram comprometidas em razão das chuvas. Estacionar no Centro exigia paciência. Para todo o mês, a expectativa da Acif é que as vendas cresçam 10% em relação ao mesmo período do ano passado. No Franca Shopping, o público é intenso desde a semana passada, quando as lojas passaram a ficar abertas até as 23 horas e a visitação aumentou 15% se comparada ao mesmo período de 2005. É HORA DE POUPAR Flagrar consumidores com sacolas na mão fica fácil nessa época. São pacotes pequenos, médios e grandes que reservam mimos para toda a família e, segundo um levantamento informal da reportagem do Comércio que saiu às ruas na manhã de ontem, com um gasto médio de R$ 50 por presente. Para poder encaixar no orçamento, a ordem é procurar o menor preço e presentear os mais próximos, em especial pais e filhos. Entre as lembrancinhas preferidas figuram roupas, acessórios do vestuário, brinquedos e calçados. Presentes mais caros? Só se parcelados e com prestações abaixo de R$ 100. A pespontadeira Maria de Lourdes Ferreto, moradora do Jardim Aeroporto I, investirá no máximo R$ 50 para garantir um Natal mais feliz para seis parentes, a maioria crianças. "Estou pechinchando porque o salário não está compatível com os preços. Preciso pesquisar antes de escolher o presente, mas a intenção era de gastar mais", disse. Para Maria, a crise na indústria calçadista atrapalhou os planos de um Papai Noel mais gordo. "No ano passado gastei cerca de R$ 300 e comprei dez presentes, mas em 2006 ganhei menos". O frentista Adriano Carlos Fioravante também quer comprar seis presentes e pagar por cada um, no máximo, R$ 25. Segundo ele, esse é um valor que permite agradar, sem apertar o bolso. A opinião é compartilhada com a coladeira de peças Edilaine Barto, moradora do Parque Progresso. "Pretendo gastar o equivalente a R$ 300 no total com cinco presentes, para não ter problema com as próximas contas", disse.

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