Orelhão com arte


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Natalie Alves Ferreira, ao lado do orelhão que pintou para o projeto da Ctbc, instalado em frente à unidade II da Uni-Facef
Natalie Alves Ferreira, ao lado do orelhão que pintou para o projeto da Ctbc, instalado em frente à unidade II da Uni-Facef
Quem costuma passar pelo terminal de ônibus “Ayrton Senna”, pela Uni-facef, escola “dr. Júlio Cardoso (a Industrial), ou avenida Chico Júlio, já deve ter notado algo diferente na paisagem. São os telefones públicos, mais conhecidos como orelhões, que estão de “cara nova”. Alguns deles ganharam pinturas coloridas feitas por artistas plásticos da cidade. Trata-se do projeto “CTBC - O jeito feliz de ser”, pelo qual 40 artistas plásticos francanos foram selecionados para imprimir suas marcas em alguns orelhões. Cada um ficou responsável por um tema como humildade, companheirismo, paz, amor, trabalho, respeito, igualdade, compromisso, sinceridade, felicidade, igualdade e respeito. As cidades de Uberlândia, Patos de Minas, Ituiutaba, Pará de Minas e Uberaba, todas em Minas Gerais, e Itumbiara, em Goiás, também receberam o projeto. Além de divulgar o trabalho de artistas locais, a idéia da CTBC é fazer com que diminua o número de depredações desse bem público, usado por milhares de pessoas diariamente. A expectativa da empresa é de que até sexta-feira, 22 dos 50 telefones públicos coloridos estejam instalados. Para os artistas que participaram do projeto, foi um trabalho diferente. “Eu achei muito legal porque deixa o visual da cidade mais bonito. Mas foi bem difícil de fazer porque é uma tinta que demora para secar e escorre muito. Demorei uma semana para pintar”, diz Natalie Alves Ferreira. Estilista, ela pintou uma modelo e uma telefonista. “O meu tema era trabalho. Então, resolvi homenagear as pessoas que têm a mesma profissão que a minha”, disse. A artista-plástica Dalva Junqueira teve sua “obra de arte” instalada em um dos pontos mais movimentos da cidade, o terminal rodoviário “Ayrton Senna”. Com o tema “respeito” para ilustrar, ela fez uma paisagem para simbolizar que esse sentimento deve existir em qualquer lugar do mundo e ainda deixou um “bilhete” para os usuários, alertando para a importância de se preservar esse bem público. “Achei isso muito importante, não só para os artistas como para a cidade. É uma forma diferente de educar”, disse. As pessoas que transitam pelas ruas também gostaram da novidade. É difícil encontrar alguém que não pare para “dar uma espiadinha” nos orelhões. “Ficou muito bonito. Dá até gosto ver”, disse Geni de Sales, de Pedregulho, que passa sempre pelo terminal de ônibus. Para a dona de casa Joana de Castro, a cidade está mais bonita agora, com esses orelhões coloridos. Quem quiser ver alguns dos telefones públicos pintados, eles já estão instalados na avenida Alonso y Alonso (em frente à Uni-Facef e loja Sapucaia), no Terminal Rodoviário “Ayrton Senna”, na esquina das ruas General Osório e Júlio Cardoso e na avenida Chico Júlio (em frente à Polícia Ambiental).

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