Maria Aparecida: de sacoleira à dona de confecção


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Os empréstimos concedidos pelo Banco do Povo têm ajudado muitas pessoas a mudarem de vida. Para melhor. Maria Aparecida Gea dos Reis é um exemplo. Ela deixou a rotina incerta e cansativa de sacoleira e se transformou na dona da “Cida Gea Moda Feminina”, na Vila Aparecida. Em 2000, após trabalhar por 12 anos como vendedora de roupas no Magazine Luiza e em outras lojas, ela decidiu que era hora de ter um negócio. Procurou o Sebrae (Serviço de Apoio a Micro e Pequena Empresa), fez um dos cursos para gerenciamento e contraiu um empréstimo de capital de giro no Banco do Povo. “Foi o suficiente, porque mexi com comércio a vida toda”, disse Maria. A vida de sacoleira no começo era dura. “Trazia roupas da capital para vender aqui em Franca. Usava minha própria casa. Tudo muito improvisado. O microcrédito me ajudou a adquirir os produtos e iniciar minha empresa”, conta. Passados quatro anos, no ano passado, Maria resolveu dar um passo maior. “Tomei emprestados R$5 mil para reformar a casa de modo a abrir a loja nela mesma. Apresentei as notas fiscais, os recibos do pedreiro, tudo certinho lá pro pessoal da agência. Comprei a vitrine, a porta de entrada e os balcões. Vou pagar em seis parcelas e não me arrependo”. Para ela, os juros de 1% ao mês são o principal atrativo. “Sou cliente de um banco comercial, mas as taxas deles são impossíveis. Juro de 1% não tem em lugar nenhum, só mesmo no Banco do Povo”.

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