Finalizada a compra da Vila de Jaguara pela empresa Borá Agropecuária Ltda (de Belo Horizonte), que pagou R$ 6,3 milhões, o único morador do vilarejo, o engenheiro-eletricista da Usina de Jaguara, Nilton Braz, terá de se mudar. Ele mora há oito anos em uma casa ampla de quatro quartos bem no meio da vila que, até a última semana pertencia a Cemig (Centrais Energéticas de Minas Gerais).
Braz, que nos fins de semana viaja para Uberaba, onde tem parentes, ainda não decidiu para onde se mudará. “Estou entre Rifaina (5 quilômetros) e Sacramento (33 quilômetros), que ficam próximas da Usina”, disse ele, sem saber exatamente quanto tempo terá para deixar a casa. “Estou numa mistura de sentimentos. Triste porque me acostumei a morar na vila e agora terei de sair e feliz porque o lugar voltará a ter vida e ainda deverá gerar emprego para os moradores da região”.
A assessoria de imprensa da Cemig não passa muitas informações sobre o novo comprador, que também prefere não se pronunciar sobre o negócio milionário. Ivan Sebastião Barbosa, proprietário da Borá Agropecuária Ltda, disse que só falará sobre a compra da Vila de Jaguara após assinar o contrato previsto para o dia 29 de dezembro.
As previsões são de que o anúncio da venda seja publicado hoje no Diário Oficial e de que Barbosa tome posse dentro de um mês. Como era esperado, o vilarejo deve mesmo ser usado para a exploração de turismo.
A vila foi construída há 36 anos para abrigar os antigos funcionários da Usina e tem benfeitorias como casas, hotel, igreja, clube, escola, entre outros.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.