Maria Aldair Durães, 50, técnica em enfermagem, terminou o tratamento na Amafem há pouco mais de um mês. Ela teve depressão pós-parto e precisou usar medicamentos para conseguir dormir, mas depois de se divorciar e uma das filhas adolescentes ter câncer, aumentou as doses dos remédios. “Ficava totalmente dopada e criei uma dependência maior. Só queria dormir. O sono era uma fuga. Para piorar, no Natal de 2005, comecei a beber também. Tomava álcool, Martini...”
No período da dependência, Maria Aldair chegou a tentar suicídio por quatro vezes. Em três ocasiões, ela ficou internada no CTI em coma. “Queria sumir do mapa. Colocar um ponto final na minha vida.”Após nove meses de trabalho e orações na Amafem, ela está recuperada. “Cheguei detonada. Foi difícil aceitar no começo, mas fui me ambientando, descobri que precisava de ajuda e era capaz. Renasci.” Hoje, ela é coordenadora voluntária na entidade e fica uma semana sim outra não na fazenda ajudando na recuperação de outras pessoas.
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Enquanto Maria Aldair experimenta uma nova fase de sua vida, a dona de casa Daniele Ribas, 26, de Jaboticabal, está na expectativa de se recuperar. Ela procurou a Amafem há dois meses após usar crack e cocaína por dois anos. “Cheguei num ponto que não dava mais. Não tinha casa (ela alugou a dela para comprar drogas e estava morando com um amigo), estava sem meus dois filhos (foram morar com a tia), meu salário era só para drogas... Cheguei a roubar no meu serviço para sustentar meu vício.”
Daniele disse estar disposta a mudar. “Faz pouco tempo que estou aqui, mas já vi que estou mudando. Aceito e sigo os conselhos que recebo aqui. Meu ideal é deixar a Amafem com outra cabeça, uma nova pessoa.”
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