A tecnologia a serviço do homem, não importa se é no barro ou na água. Equipamentos sofisticados ajudaram os dezoito competidores da 2º Caça ao GPS, domingo, em Restinga. O objetivo foi encontrar o caminho em meio a córregos e obstáculos naturais em paisagens bucólicas do município. A competição foi trazida de Taubaté por integrantes do Jipe Clube de Franca e a regra é que os participantes só tomam conhecimento do trajeto durante o percurso, a cada coordenada geográfica encontrada. Para isso, é preciso lançar essas informações cartesianas em um aparelho de GPS, que pode custar entre R$ 360 a mais de R$ 2 mil, para conseguir chegar aos 11 pontos (waypoints) da prova.
A dificuldade foi tão grande que somente duas equipes conseguiram encontrar os 11 waypoints. A competição tinha previsão de duração de quatro horas, mas o grupo campeão, Lobo-Guará, só conseguiu cruzar a linha de chegada após 5h00m51s. Uma hora a mais do que o previsto pelos organizadores. O segundo colocado, os Pererecas/Se Liga, cumpriram a prova em 5h34m36s. A largada aconteceu pouco depois das 9 horas, no Posto Santos Dumont. Seis equipes, cada uma composta por três veículos, enfrentaram chuva, um córrego que teve de ser atravessado, barro e buracos que quase encobriam toda a roda dos 4x4.
A extensão da competição era de 60 quilômetros, mas como quem participava não sabia o trajeto, o mínimo percorrido foi de 80 quilômetros. “Eu conhecia um pouco da região e isso ajudou bastante. Teve lugar que precisamos de três jipes para desencravar um outro”, disse Denir Serafim, um dos campeões e pioneiro nesta prova. O barro não intimidou homens nem mulheres.
Todos aproveitaram para se divertir. Jair Miranda, que terminou em segundo lugar, agradeceu por sua mulher, Silveli Bertuci, também ter participado. “Pelo menos assim ela não vai achar ruim de eu entrar em casa todo sujo”, brincou. A premiação foi com troféus .
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