O que torcedores e sócios querem saber sobre a Francana deve ser conhecido na reunião de hoje do Conselho Deliberativo. O encontro, que começa às 19 horas, acontece na casa do filho de José Martiniano Oliveira, ex-presidente por três vezes e o conselheiro mais antigo do clube. Entre as perguntas que rondam a imaginação de quem acompanha a Veterana estão quem será o próximo presidente, quando será montado o time e qual técnico e jogadores formarão a equipe que disputará a Série A-3 do Paulista. A estréia será no dia 28 de janeiro, no Lanchão, às 11 horas, contra o Independente de Limeira. Tanta incerteza só alimenta boatos e especulações.
O presidente do Conselho Deliberativo, Gabriel Afonso de Oliveira, publicou um edital convocando esta assembléia há pouco mais de uma semana. No documento, constava que a pauta de discussão trataria da aprovação da ata do encontro anterior, realizado no dia 30 de novembro, e o estudo da atual situação da Francana. O prazo para inscrição de chapas para concorrer ao posto de comando do clube foi suprimido. Essa definição parecia ser importante, ainda mais depois que o atual presidente, José Lancha Filho, convocou toda a imprensa para dizer que desistiria de seu próximo mandato, com duração de dois anos. Antes desse anúncio, ele deixaria o cargo no dia 31 de dezembro, mas recomeçaria um novo período a partir de 2007. A decisão de prorrogar suas delegações foi tomada na referida reunião do Conselho Deliberativo, no mês passado.
O estopim que levou Lancha e seus colaboradores a desistirem de continuar no clube foi o fim da negociação de parceria entre a Liga Amadora. A Liga havia proposto assumir o departamento de futebol e divulgou ter obtido mais de R$ 50 mil/mês em patrocínio. Ao grupo do presidente, restava administrar as dívidas, estimada em R$ 3 milhões, e as categorias de base. As conversas chegaram ao fim quando o médico exigiu que R$ 8 mil em placas de publicidade ficassem para a diretoria. Outros R$ 6 mil, conquistados por Lancha, já teriam sido deixados de fora do contrato. Os patrocinadores da Liga não aceitaram a perda de receitas e todo o negócio foi por água abaixo. Com tantos imbróglios, até o presidente do conselho, Gabriel Afonso, parece ter pedido ajuda para alguém mais experiente, no caso José Martiniano. Essa é a justificativa para que a assembléia seja realizada fora da sede do clube. Como pelo estatuto o ex-empresário está na lista de possíveis sucessores de Lancha, abriu-se a brecha para especulações de seu nome ao posto, mesmo que para um período transitório, já que ele tem a saúde fragilizada.
Um possível candidato ao comando da Francana precisaria estar associado ao clube, mas para surpresa geral, isso não inviabiliza o nome de ninguém. É o que o próprio Martiniano explicou: “Basta comprar amanhã (hoje) um título, que custa cerca de R$ 150, e se candidatar ao cargo de presidente. Não há carência.”
Diante de tantas possibilidades, um fato torna-se mais forte: um possível afastamento de José Lancha Filho (ele afirmou anteriormente que não renunciará ao cargo) pode fazer surgir um nome para um mandato-tampão. Já o nome desse sucessor só deve ser conhecido durante a reunião.
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