Foi batido o martelo e, por R$ 6,3 milhões, R$ 400 mil acima do valor mínimo do edital de venda (R$ 5,9 milhões), a Vila da Jaguara foi vendida na sexta-feira. A compradora foi a empresa Borá Agropecuária Ltda, de Sacramento. O vilarejo, construído em 1970 pela Cemig (Centrais Energéticas de Minas Gerais) para abrigar os antigos trabalhadores da Usina Hidrelétrica da Jaguara deve se tornar um balneáreo turístico.
A vila tem uma área de 82 hectares e a infra-estrutura de uma pequena cidade, com 70 casas, igreja, centro comercial, escola e até mesmo um hotel.
O proprietário da Borá, Ivan Sebastião Barbosa, já tem loteamentos de casas de veraneio na região de Sacramento e deverá ampliar seu leque de negócios com a compra da vila, que deverá ser transformada em um complexo turístico.
A Cemig já havia vendido, antes, outros blocos residenciais desativados, mas de maneira individualizada. É a primeira vez que comercializa uma vila inteira. “As Vilas de São Simão e Três Marias tiveram suas casas vendidas individualmente”, disse o gerente de Usinas do Oeste da Cemig, Márcio José Peres, na sexta-feira, ao jornal Hoje em Dia, de Belo Horizonte.
A desocupação da Vila da Jaguara será fácil. O local, que no fim da década de 80 chegou a ter mais de 500 habitantes, com o tempo foi ficando deserto. Todos foram se mudando para cidade vizinhas, como Rifaina, Uberaba e Sacramento, e só restou um morador, o engenheiro-eletricista Nilton Brás Moura Silva. “Aqui, antes, só faltava ter cinema”, disse, recentemente. Agora, provavelmente, Braz também terá de se mudar.
Belmiro Abreu da Cunha, assessor de segurança da Cemig, confirma a venda. “O negócio já está fechado. A empresa compradora deverá tomar posse da vila nos próximos 30 dias”, afirmou.
A reportagem do Comércio tentou entrar em contato com Ivan Sebastião Barbosa, proprietário da Borá Agropecuária, mas ele não estava em sua residência na tarde de ontem.
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