O psicólogo e hipnólogo francano Adriano Acosta é contra utilização da hipnose por mero espetáculo, Acosta é taxativo: “O Conselho Federal de Psicologia proíbe ao psicólogo o uso da hipnose como instrumento de mera demonstração fútil ou de caráter sensacionalista, ou ainda que crie situações constrangedoras às pessoas que estão sendo submetidas ao processo hipnótico”
Mas o uruguaio Fábio Puentes, formado na Espanha, conhecido por suas apresentações em programas televisivos como o Domingo Legal, que atua como hipnólogo nas áreas clínica, terapêutica, forense (auxilia a polícia) e de esportes, não vê problemas em usar a hipnose nos palcos, pois, segundo ele, quem vai a um show de hipnose conhece a natureza do espetáculo. Para ele, as maiores atitudes antiéticas quanto à hipnose estão no seu uso na publicidade e na religião.
Segundo ele “o uso de técnicas de hipnose na publicidade leva os consumidores a comprar determinados produtos não por escolha própria, por comparar e optar por esse ou aquele produto por livre decisão, mas sim por ser dominado e induzido inconscientemente”.
“Hipnose é uma forma de comunicação perfeita onde a pessoa aceita uma sugestão sem crítica nenhuma”. Assim, Fuentes já fez muita gente comer cebola, tocar violinos invisíveis, ou se sentir atraída por um gordão bizarro pensando ser a mulher mais linda do mundo, imitar animais, tudo isso em cima de um palco, na frente de todo mundo.
Questionado pela reportagem do Comércio se a hipnose não poderia ser algo perigoso, que pessoas de má índole pudessem usar para convencer outros a cometer crimes, furtos, abusos sexuais ou outras coisas dessa natureza, Puentes rebate: “Não há porque ter medo da hipnose. Mas é aceitável que se tenha medo de algum hipnólogo. É como uma faca, que foi feita para cortar pão, passar manteiga, mas que existe a possibilidade de alguém de má índole usar como arma. O mesmo ocorre com um carro, que é muito útil para o transporte, mas uma pessoa irresponsável pode fazer besteira com ele. É igual ainda a um remédio, que se usado corretamente não faz mal, mas pode matar se usado de maneira errada.”
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