Panetones, chocotones, frutas cristalizadas, vinhos, champanhes, entre outros produtos natalinos, podem reservar surpresas para os consumidores nas compras de Natal. Uma pesquisa de preços de 17 produtos típicos feita pelo Comércio da Franca em sete supermercados de vários portes espalhados pela cidade revela que a diferença de preços de uma mesma mercadoria pode chegar a 87,7%, como é o caso da usa passa clara sem caroço.
No tender Sadia, a variação também surpreende. No Savegnago, o quilo da carne especial pode ser encontrado por R$ 35,99, enquanto que no Wal-Mart, a mesma peça é vendida por R$ 25,98. A diferença de R$ 10 é sentida no bolso do consumidor e pesa na hora de pagar a conta.
Para quem resolver sair às compras nos próximos dias, a dica é comparar os preços antes de colocar todos os produtos no carrinho. No Supermercado Lopes, do Parque Progresso, de 12 itens encontrados, metade apresentava o menor preço. Já, no Savegnago, da Avenida José Silva, do total de 15 itens, cinco figuraram na lista dos mais caros.
Carla Machado Dias, operadora de telemarketing, acredita que uma boa pesquisa ajuda a economizar mais e comer melhor. “Já estou levando frutas e panetone. Na próxima semana, vou ao outro supermercado, onde o vinho e o peru estão mais baratos”, disse.
A bancária Flaviana de Andrade também já pesquisou os preços dos produtos, mas deixará para a mãe a tarefa de escolher o que e em qual lugar comprar. “Fico sempre na dúvida sobre qual supermercado oferece a maior variedade e o menor preço”.
Pelo levantamento do Comércio, Savegnago, Wal-Mart e Pedigoni foram os que apresentaram a maior variedade de produtos para a ceia de Natal. Dos 17 itens pesquisados, a equipe encontrou 15 deles nos três estabelecimentos. Em segundo lugar aparece o Carrefour, com 14 produtos dos 17 da lista.
Segundo a assessoria de imprensa da multinacional Wal-Mart, o destaque em suas lojas são os produtos de marca própria com preço 35% menor que os de marcas tradicionais, apesar do aumento de 5% no preço da matéria-prima. A expectativa da rede é vender 15% a mais em relação ao ano passado, no setor de alimentos.
Nos outros supermercados, o aumento esperado também gira em torno dos 10%.
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