Em 14 de janeiro de 2005, a Santa Casa anunciou, na Secretaria Estadual de Saúde, um déficit mensal monstruoso. Queria ajuda financeira de Franca e das cidades da região para cobrir o rombo. Não conseguiu. Tempos depois ameaçou cortar os atendimentos do SUS. Mas, apesar de toda a movimentação, passaram-se 23 meses e tudo continua exatamente igual.
Fernando Bueno disse que, à época, aconteceram pelo menos três reuniões, em São Paulo, Franca e São Joaquim da Barra, para se tentar chegar a um acordo com as prefeituras, o que não ocorreu. “Houve muitos encontros, muita discussão, muito barulho e ninguém, ao final, colaborou com a Santa Casa. Não virou nada”.
Bueno afirmou não temer que a situação se repita agora, o que causaria inevitável desgaste à imagem da Santa Casa. Ele disse que só não levou adiante as paralisações porque a instituição “se virou” e conseguiu recursos para cobrir parte do rombo. “Nós fomos atrás de governo estadual, federal e conseguimos as subvenções. Mas é bom deixar claro: a Santa Casa conseguiu e não as prefeituras. Isso tem que parar”, disse.
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