O Sindicato dos Sapateiros de Franca promove hoje, às 9h30, uma assembléia da categoria que definirá as propostas que serão apresentadas na pauta de reivindicações da campanha salarial 2007. A data-base da categoria é 1º de fevereiro, mas as propostas serão entregues já na próxima semana aos calçadistas.
O início das negociações está previsto para a segunda quinzena de janeiro.
O pedido de reajuste salarial, segundo informou Paulo Afonso Ribeiro, presidente do sindicato, não deve fugir à regra dos anos anteriores e ficar em torno de 10% de aumento real. Se aprovado esse índice, o salário da categoria pode saltar dos atuais R$ 460 para pouco mais de R$ 500. Abono escolar e maior participação nos lucros e resultados também estarão na lista com mais de 50 itens que será encaminhada aos patrões.
CONFUSÃO
A sexta-feira foi de muita confusão no Sindicato dos Sapateiros. Dois casos atípicos movimentaram a entidade. No primeiro deles, o sindicato foi obrigado a cumprir uma liminar. A juíza do Trabalho da 2ª Vara Cível, Andreia Alves Gomide, expediu liminar exigindo que o sindicato homologasse oito rescisões sem que a prestadora de serviços tivesse apresentado as guias de recolhimento do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço). “Achei um absurdo. Uma aberração jurídica. Mas decisão não se discute, se cumpre”, disse Paulo Afonso.
O segundo caso, um pouco mais tumultuado, envolveu a advogada da empresa Nit Fid. O sindicato se recusou a fazer as rescisões de 37 funcionários porque a empresa queria liberar apenas o FGTS e seguro-desemprego e não fazer o pagamento das rescisões. A advogada prestou queixa no 1º Distrito Policial. O Comércio tentou ouvir o proprietário da empresa pelo telefone comercial, mas ninguém atendeu.
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