Construção abandonada continua livre para ‘pesca’


| Tempo de leitura: 1 min
Sérgio Ricardo mostra o peixe que pescou no ‘piscinão’ que se formou em obra inacabada na Major Nicácio: local continua abandonado
Sérgio Ricardo mostra o peixe que pescou no ‘piscinão’ que se formou em obra inacabada na Major Nicácio: local continua abandonado
Sexta-feira, 16h30. Dois homens pescam tranqüilamente. O local? A construção abandonada na Avenida Major Nicácio, próximo a um posto de combustíveis, pouco acima da rotatória da Faculdade de Direto de Franca. A pesca poderia ser uma diversão comum se o local não representasse riscos a quem o freqüenta. Ferros com pontas expostas e um ‘piscinão’ com três metros de profundidade são os principais perigos. Há ainda o mato alto, que pode abrigar bichos, e inúmeras sacolas de lixo espalhadas, com riscos de transmissão de doenças. A construção abandonada há mais de cinco anos seria um edifício de 14 andares com 28 apartamentos. A obra parou na garagem do subsolo, local onde hoje existe uma mina. Air Fontanesi, chefe da Divisão de Fiscalização da Prefeitura, acredita que, apesar da mina, a obra pode ser retomada sem nenhum problema. A Prefeitura, aliás, deu um prazo de quinze dias - que termina no dia 30 - para que os responsáveis apresentem uma solução. “Ou eles retomam as obras ou precisam isolar a área”, disse. A imobiliária que na época era responsável pela obra, a Habitat Empreendimentos, hoje deixa nas mãos dos condôminos a solução para a situação. Segundo o proprietário da Habitat, Antônio Carlos Martins, há um contrato em que só eles podem decidir se retomam a obra. “Há manifestações de desejo em retomar. Eu gostaria que retomassem. Mas não posso decidir sozinho”, afirmou. Ainda segundo Antônio, a água acumulada no local era bombeada até dois anos atrás. A área também estava isolada, mas vândalos destruíram o alambrado. Para evitar riscos de dengue, um comerciante da região resolveu criar peixes no local, fato que tem atraído ‘turistas’.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários