Terapias alternativas


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A estudante Vivian Ravanhani Fuga Rosa, 22 anos, precisava relaxar antes das provas para o vestibular. Tinha medo do estresse pré-vestibular apagar da sua mente tudo o que havia estudado durante o ano inteiro, ao se preparar para o teste. Surgiu daí a idéia das agulhas. Valendo-se de sessões de massagens e técnicas de relaxamento, a vestibulanda fez sessões de acupuntura e garantiu que teve tranqüilidade para discernir entre o certo e o errado na prova de entrada para a faculdade de fisioterapia, em Uberaba (MG). Hoje no terceiro ano do curso, ela se prepara para, em breve, seguir os passos do pai, Vagmar Rosa, tecnólogo em reabilitação física com especialização em acupuntura, utilizando em outras pessoas as técnicas que ele mesmo aplicou para acalmar seus nervos antes de entrar na universidade. Vivian é uma dos muitos jovens que buscam cada vez mais nas terapias alternativas, uma ajuda para relaxar e enfrentar o dia-a-dia. Acupuntura, massagem terapêutica, auriculoterapia, quiropraxia, moxa/ventosa, reflexologia podal, retificação facial, são técnicas que, aplicadas por mãos firmes ou com o auxílio de equipamentos específicos, prometem do relaxamento à cura de dores. A acupuntura, por exemplo, diminui a intensidade da dor e, segundo especialistas, elimina a inflamação de órgãos e da coluna, através da estimulação, com agulhas, de determinados pontos na superfície da pele. A tradicional técnica chinesa, com peças descartáveis, ganhou no Ocidente adaptações, como a eletroestimulação. Neste caso, adicionam-se às agulhas impulsos elétricos de pequena intensidade, imperceptíveis pelas pessoas, que contraem e relaxam as partes afetadas. São 66 pontos de equilíbrio de energia trabalhados nesta técnica, mas existem mais de mil, descobertos através de aparelhos. “Quando os doze meridianos, responsáveis pela harmonia da energia do corpo humano, se desequilibram, começam os problemas de saúde. A acupuntura corrige este ‘erro’, reequilibrando os pontos”, explica Vagmar. OUTRAS TÉCNICAS Outras técnicas também desempenham o papel de restauradores de energia vital. A reflexologia podal, por exemplo, trata dos órgãos internos através de uma técnica de massagem na sola dos pés. “Cada setor do pé representa um órgão e o tratamento no local reflete alívio ou melhora nesse órgão”, diz Lívia Oliveira Santos, tecnóloga e especialista em reabilitação física através da massoterapia. Lívia conta que o mês de novembro registrou um aumento na procura pelas terapias alternativas por jovens em fase pré-vestibular. “Geralmente eles procuram essas técnicas para desestressar. É uma fase de muita tensão, por causa das provas. Alguns até têm bloqueio de conhecimento, o conhecido ‘branco’. Algumas sessões de relaxamento, porém, e tudo volta ao normal”, diz ela. Técnicas de relaxamento e massagem terapêutica são as mais procuradas. “Eles experimentam outras técnicas, como a acupuntura, por exemplo, e não param mais”, diz. Para alinhar a energia do corpo, ainda existem a auriculoterapia, uma espécie de acupuntura na orelha, para tratar de dores na coluna, ansiedade, obesidade e até síndrome do pânico. “Nesta modalidade, também podem ser usados cristais ou esferas metálicas para reenergizar os órgãos das pessoas”, explica Lívia. Há também a quiropraxia, terapia que trabalha a reeducação postural com manobras feitas com as mãos para ajustar as vértebras. “A técnica dedica-se à prevenção e ao tratamento das alterações de má posição articular que interferem na função normal de músculos e nervos”, explica. A moxa e a ventosa também são muito aplicadas para extinguir dores. A primeira utiliza uma onda de calor de um equipamento chamado charuto nos pontos de acupuntura. Na segunda, se usa um equipamento que faz uma sucção em pontos do corpo. “Neste caso, há a troca de gás carbônico nos locais onde a dor atua pelo oxigênio, permitindo o melhor funcionamento do corpo e, conseqüentemente, acabando com a inflamação do local”, afirma o reabilitador físico Vagmar Rosa. Em todas as técnicas, os materiais devem ser descartáveis e os profissionais habilitados para exercer a profissão. Também é importante que o jovem que procura o auxílio dessas técnicas consulte um médico antes. Apesar dessas terapias aparentemente não oferecerem riscos à saúde, é o médico quem deve receitar ou não medicamentos, bem como tratamentos adequados para cada problema. SERVIÇOS Informações: Vagmar Rosa (16) 3017-1999 e 3626. Lívia Oliveira Santos (16) 3701-0958

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