Nos últimos trinta dias é difícil encontrar um francano que não tenha tomado um bom banho de chuva ou que tenha ficado livre do guarda-chuva ao sair para o trabalho. Basta olhar para o céu nublado que a sensação de que uma tempestade está prestes a cair vem logo à mente. Se você já parou para pensar que a cidade vive um período atípico e que nunca tinha visto tanta chuva antes, acertou. Segundo o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), Franca é a cidade que mais choveu no Estado de São Paulo nos últimos 40 dias. Só no mês de novembro choveu 355 mm, enquanto que a média para o mês na cidade é de 193 mm. Os dados mostram que Franca superou Ubatuba, no litoral, antes líder nos índices pluviométricos e que em novembro registrou 341 mm de chuva.
Desde 1980 não chovia tanto em apenas um mês. De acordo com o Inmet, naquele ano choveu 388 mm em novembro. “É muito para um só mês e, por pouco, não voltou a se repetir neste ano”, disse Franco Vilela, meteorologista do Inmet.
Vilela confirmou que o fenômeno em Franca é atípico. A cidade seria hoje uma zona de convergência onde a frente fria vinda do Sul que se encontra com a umidade do ar presente em Minas Gerais. Para piorar a situação, ela fica em altitude elevada, o que facilita a condensação das nuvens, provocando as tempestades.
Segundo o meteorologista do Inmet, as chuvas não devem cessar pelo menos nos próximos três dias. Neste sábado, a previsão é de pancada de chuva generalizada. Já para amanhã e segunda-feira, podem haver pancadas isoladas, ou seja, em algumas regiões, de chuva.
A previsão não anima em nada o empresário Paulo Sérgio Manóquio, 37. Dono de academia em Franca, ele diz que a chuva tem prejudicado as aulas. A academia, segundo ele, tem ficado vazia em dias de chuva forte. “Nos horários de pico, especialmente fim de tarde, chove muito e as pessoas não saem de casa. É grande o número de alunos que têm ligado para desmarcar aulas”. Agora que o verão se aproxima, Paulo lamenta tanta chuva. “Era para a academia ficar movimentada, mas infelizmente a chuva não tem dado trégua”.
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