Casos de catapora sobem 37% em 2006


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DOENÇA CONTAGIOSA - O pequeno Vitor Hugo, 3, repleto de feridas pelo corpo. Ele ficou exposto à doença ao brincar com os vizinhos que já estavam com catapora
DOENÇA CONTAGIOSA - O pequeno Vitor Hugo, 3, repleto de feridas pelo corpo. Ele ficou exposto à doença ao brincar com os vizinhos que já estavam com catapora
Em menos de um ano, o número de casos de catapora cresceu 37% em Franca. A informação é da Vigilância Epidemiológica, que faz o monitoramento da doença nas unidades públicas de saúde, Santa Casa e hospitais particulares. Até 30 de novembro deste ano, foram somadas 1,1 mil notificações da doença contra 802 em todo o ano de 2005. Apesar do aumento significativo, a Vigilância não considera os casos como surto nem epidemia. A doença já é considerada endêmica, ou seja, é comum casos durante todo o ano. O Diretor de Vigilância em Saúde, Fernando Baldochi, acredita que os números de notificações em 2006 não representam grande aumento dado à busca ativa à doença que passou a ser feita neste ano. “Antes não eram monitorados o Pronto-Socorro ‘Dr. Janjão’ e nem mesmo as Unidades Básicas de Saúde. A partir do momento que começamos a fazer estas buscas, também em adultos, novos casos apareceram”, afirma. Mesmo não sendo confirmadas com exames sorológicos, as notificações constatam por si só a doença dada às suas características: formação de bolhas vermelhas na pele, coceira intensa e, em muitos casos, febre, mal-estar e dores de cabeça. Apesar do monitoramento, muitos casos ficam de fora da lista da Vigilância Epidemiológica e o número de pessoas que contraíram a doença pode ser bem maior, já que muitos infectados não procuram o médico. O garoto Vitor Hugo, 3, é um deles. A mãe da criança, Cristiane Vieira Silva, 20, decidiu não levar o pequeno ao médico, porque já sabia como medicar. “Comprei apenas um sabonete anti-séptico e estou dando banho duas vezes ao dia. Para minha sorte ele não tem febre, por isso não o levei ao médico, já que não precisou tomar nenhum remédio via oral”, relata. Cristiane disse que, na mesma rua onde Vitor Hugo mora, outras quatro crianças estavam com a doença na semana passada. O epidemiologista Homero Rosa Júnior alerta para os riscos da automedicação e explica que quanto menos remédios, melhor. “O médico deve ser consultado assim que a criança apresentar os sintomas. Deve-se deixar também o doente isolado, para evitar a propagação da doença.” Segundo Homero, a catapora se manifesta geralmente em crianças, mas os adultos não estão imunes à doença causada pelo vírus varicela-zoster. Uma vez contraído o vírus, a pessoa fica imune à catapora por toda a vida. Mas há outra maneira de evitá-la: vacinando. A vacina deve ser aplicada o quanto antes na criança após completar um ano. A rede pública ainda não disponibiliza a vacina, a não ser que haja surto da doença em creches ou escolas. Neste sentido, o Ministério da Saúde disponibilizou, no ano passado, 1407 doses da vacina para Franca. “Fizemos bloqueios em 34 unidades escolares”, disse Baldochi. Neste ano foram 1246 vacinados em 19 bloqueios. Já em clínicas particulares, ela pode ser encontrada a partir de R$ 85. A dose é única em crianças até 12 anos. Após essa idade, é preciso duas aplicações. A segunda, um mês após a primeira.

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