Circular pelas ruas do Centro de Franca está se tornando um exercício de paciência. Com as férias, as festas de fim de ano, uma multidão à solta procurando presentes de Natal e uma dose extra de chuva para completar, dirigir por poucos metros pode demorar até 15 minutos.
O problema ocorre principalmente nos dias úteis, das 9 da manhã, horário da abertura do setor comercial e das agências bancárias. O calvário dos motoristas só termina por volta das 18 horas, quando os bancos e algumas lojas fecham e o trânsito na região fica relativamente tranqüilo.
Segundo o chefe da Divisão de Segurança e Trânsito da Prefeitura de Franca, Sérgio Buranelli, circulam todos os dias pela cidade 132 mil veículos, entre motos e automóveis. “Franca já tem um grande número de veículos, e como é um pólo regional de comércio, chegam veículos de mais 23 municípios”, disse Buranelli, que admite que o número cresceu em relação ao ano passado, mas não soube precisar quanto. Para se ter uma idéia, só na tarde de ontem - um dia útil - no estacionamento do Wal-Mart estavam parados 138 carros. Do total, 36 tinham placas de outras cidades.
Somam-se ainda falta de locais para estacionar e as ruas estreitas da cidade, que formam um verdadeiro “gargalo”. O pespontador Paulo Sérgio Ribeiro, 32, conhece de perto o problema. Ontem, por volta das 18 horas, ele saiu de sua casa no Bairro Estação e demorou 15 minutos para passar pela Rua General Carneiro, dar a volta na Praça Nossa Senhora da Conceição e chegar ao Bradesco, na Rua Monsenhor Rosa. “O trânsito está caótico e piora a cada dia”, desabafou.
Para complicar, sempre que chove os sensores que controlam os semáforos queimam e a sinalização perde completamente a sincronia. É comum ver os faróis amarelos piscando o tempo todo nas ruas do Centro. “Não temos dados sobre a quantidade de sensores queimados nos últimos dias, mas a troca dos equipamentos é quase diária nestes dias de chuva”, disse Sérgio Buranelli.
O chefe da Divisão de Segurança da Prefeitura alerta ainda aos motoristas que evitem transitar pelo quadrilátero formado pelas ruas Simão Caleiro, Estevão Leão Borroul, Tiradentes e Couto Magalhães. Na região formada por estas ruas, o trânsito é ainda pior.
A Acif (Associação do Comércio e Indústria de Franca) chegou a organizar um bolsão de estacionamento (veja texto nesta página) para aliviar o fluxo de veículos na área central, mas o local só funciona à noite.
AVENIDAS
Outro problema ocorre nas avenidas da cidade, principalmente nos horários de entrada e saída dos empregados nas indústrias de calçados. Segundo Buranelli, isso ocorre porque a grande maioria das fábricas pratica os mesmos horários de entrada e saída. “Em um minuto, as ruas recebem uma imensa quantidade de motos, carros e bicicletas. É humanamente impossível evitar complicações no trânsito nesse horário.”
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