Polícia envia inquérito sobre fuga à Justiça


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A Delegacia Seccional de Franca finalizou ontem o inquérito policial que apura as circunstâncias em que ocorreu a fuga de um assaltante de bancos pela porta da frente da cadeia do Jardim Guanabara. O processo será enviado hoje ao Fórum para apreciação do Ministério Público e da Justiça. No âmbito interno, a Corregedoria da Polícia Civil abriu uma sindicância para apurar responsabilidades. Apesar da rapidez da conclusão do inquérito, dificilmente, algum policial será punido na esfera criminal. O Código Penal isenta o carcereiro de culpa por fuga de preso quando o gozo da liberdade de trânsito pelo presídio para execução de serviços auxiliares é de conhecimento das autoridades. O diretor da cadeia, Alan Bazalha Lopes, sabia que Flávio de Bacco, 25, o “Baquinho”, exercia a função de preso faxina. A saída do detento era autorizada, desde que acompanhada por policiais, o que não aconteceu. É nesse aspecto que os carcereiros devem ser punidos, mas pela sindicância administrativa disciplinar da Polícia Civil. A corregedoria tem um prazo de 60 dias para apurar se os funcionários cometeram alguma falha. “Caso a culpa fique comprovada, o funcionário poderá ser advertido ou até mesmo suspenso. É preciso analisar os antecedentes. São vários fatores que se somam para podermos aplicar a pena”, disse o delegado corregedor, Dalmo Mateus Pólo. Os quatro carcereiros que estavam de serviço no dia da fuga já prestaram depoimento. Nenhum assumiu a culpa por não ter feito o acompanhamento do preso que foi jogar lixo fora do presídio e fugiu.

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