Clarindo Ferracioli admite que nota fiscal foi adulterada


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Belão disse que recorrerá da decisão judicial
Belão disse que recorrerá da decisão judicial
Antes mesmo de entrar com recurso contra a decisão do juiz da 1ª Vara Cível, João Sartori, que o condenou a devolver R$ 11 mil aos cofres públicos e à perda dos direitos políticos por oito anos, Clarindo Ferracioli (Belão) admitiu que uma nota fiscal no valor de R$ 98 foi mesmo adulterada. A nota, referente a despesas de viagem quando era prefeito de Restinga em 2000, passou para R$ 598. Belão, porém, afirma que a rasura não foi feita por ele. “Isso deve ter sido algum funcionário da época. Não tem como eu saber quem foi”, disse ele, em entrevista ao Comércio ontem. Quanto aos R$ 11 mil, o ex-prefeito disse que já devolveu o dinheiro e que tem como provar. “Tenho tudo documentado. O juiz poderá questionar apenas a data em que devolvi o dinheiro”, disse Belão, sem especificar em que data fez a devolução. Ferracioli tem um prazo de pouco mais de dez dias para recorrer da sentença judicial relativa às contas de 2000 reprovadas pelo TCE (Tribunal de Contas do Estado) e depois analisadas pelo promotor de Justiça de Franca, Paulo César Borges. O promotor acusa o ex-prefeito ainda de efetuar a contratação de sete funcionários (assistente social, coordenador de escola, coordenador pedagógico, encarregado de compras, encarregado de frota, inspetor de alunos e motorista do gabinete) sem concurso público. “Estou tranqüilo, vou provar que agi legalmente na contratação dos servidores e que devolvi os R$ 11 mil”, disse Clarindo Ferracioli.

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