‘Não quero participar mais’


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Wesley Leodoro,  estampador, que sempre ganhou presentes ruins no amigo-secreto, como a meia que exibe na foto
Wesley Leodoro, estampador, que sempre ganhou presentes ruins no amigo-secreto, como a meia que exibe na foto
Nas empresas, na família, na escola ou em qualquer outro círculo de amizade, as pessoas devem tomar cuidado na hora de dar o presente do amigo invisível. Uma escolha mal feita pode deixar o presenteado muito decepcionado e até frustrado, principalmente aquelas pessoas que se dedicaram bastante na hora de escolher o que dariam para a pessoa com quem saíram. O sentimento de injustiça pode marcar alguém pela vida toda. É o caso do estampador Wesley Leodoro da Silva, 19, que nunca deu sorte com amigos secretos. “Não participo mais. Desde o período escolar, na família ou com os amigos, eu nunca ganhei algo que combinasse comigo. Por mais que eu escrevesse na lista de presentes o que gostaria de ganhar, os meus amigos secretos nunca deram bola”, disse. Ele, que sempre me dedicava na escolha dos presentes e tentava satisfazer os desejos de seus amigos invisíveis, não tinha a mesma sorte. “Afinal é só uma vez ao ano que conseguimos nos reunir para confraternizar”, conta frustrado. Wesley acabou descobrindo que tem um certo talento artístico nas brincadeiras de fim de ano. Segundo ele, não foram poucas as ocasiões em que teve que bancar o ator para fingir que adorou o presente. Depois, nem usava o que tinha ganhado. “Na hora a gente não pode ser indelicado, o jeito é sorrir. Já ganhei tantas coisas sem-graças: meias, cuecas, carteiras e até kit de lápis”, disse. Outra pessoa que já se decepcionou muito com os presentes ganhos na tradicional brincadeira é o auxiliar de planejamento Thiago Silva Souza, 23. Mas Souza ainda não perdeu as esperanças. Para ele, o importante é a diversão da troca de presentes que conta. “Não vou parar de brincar, afinal é um clima gostoso de confraternização. Por isso, neste final de ano estou participando de dois amigos-secretos, um da família e outro do trabalho”. Mesmo já tendo ganhado ‘lembrancinhas’ não muito legais como lapiseira com caneta, chaveiro, ter ficado com presente que sobrou e, pior, sair de lá com as mãos vazias - da última vez, a pessoa que saiu com ele faltou e nem mandou o presente, ele garante: “vou continuar participando”.

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