A soma de todas as riquezas produzidas em Franca já ultrapassa os R$ 2 bilhões. O dado faz parte da mais recente pesquisa sobre o PIB (Produto Interno Bruto) dos municípios brasileiros divulgada ontem pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O valor se refere a 2004 e representa um crescimento de 13% em relação ao total do ano anterior (R$ 1,85 bilhão). A renda per capita do francano seguiu esse crescimento e passou de R$ 5,9 mil em 2003 para R$ 6,7 em 2004.
A pesquisa também revela que o setor industrial não mais responde pela grande concentração de renda da cidade. Franca ganha destaque ao figurar entre os cem municípios brasileiros em que os serviços (educação, comunicações, comércio e profissionais liberais como advogados e médicos) e administração pública produzem mais renda. No ranking de serviços, a cidade ocupa a 84ª posição entre os municípios brasileiros, são mais de R$ 1,1 milhão gerados por ano, o que corresponde a quase 60% da receita total. Indústria e agricultura impulsionam a economia nos outros 41%, que totalizam R$ 900 mil.
O bom desempenho é comemorado pelo secretário municipal de Planejamento e Gestão Econômica, Sebastião Ananias, que promete melhores resultados para os próximos anos. “Franca assumiu seu papel em relação à região no setor de serviços. As faculdades da cidade têm potencial e, a cada ano, a procura é maior. A própria administração pública começa a investir mais em educação, pois ela gira os outros setores da área de serviços que cresce junto”, disse.
Comparado com o PIB de 2001, o valor da produção de riquezas em Franca quase dobrou. São mais R$ 652,9 mil acrescidos no PIB francano em apenas quatro anos. Vale ainda lembrar que os investimentos recebidos em 2005 e, em maior intensidade neste ano, não foram somados ao divulgado na pesquisa do IBGE.
Para o professor de economia do Ipes (Instituto de Pesquisas Econômicas e Sociais) do Uni-Facef, Hélio Braga Filho, o resultado é satisfatório e mostra uma recuperação da economia. “A pesquisa é uma prova da pujança do setor de serviço, a indústria ainda continua forte, mas dentro do conjunto, não podemos afirmar quem mais contribuiu”. Braga disse que de 2002 para cá a cidade recuperou seus postos de serviços perdidos na década de 80 e passou a ser pólo de consumo, principalmente em educação e saúde. “O consumo movimenta muito a economia da cidade e isso se reflete no PIB. É um crescimento constante, mesmo considerando que a economia no Brasil cresceu pouco”, explicou.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.