Polícia investiga suborno na cadeia


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“Vamos investigar tudo, inclusive se houve algum tipo de vantagem econômica. Será que essa fuga não foi comprada?
“Vamos investigar tudo, inclusive se houve algum tipo de vantagem econômica. Será que essa fuga não foi comprada?
A fuga de um assaltante de bancos pela porta da frente da cadeia do Jardim Guanabara não ficará impune e os responsáveis serão advertidos severamente. A promessa é do delegado seccional Maury de Camargo Segui que fez pesadas críticas à conduta dos funcionários do presídio ontem. “É um absurdo”, “Não tem cabimento”, “inconcebível” e “pisada na bola” foram apenas algumas das expressões usadas pelo chefe da Polícia Civil para comentar o vacilo dos policiais. Uma sindicância interna foi aberta para apuração dos fatos e a hipótese de pagamento de suborno para facilitação da fuga será investigada pela Corregedoria. A indignação do delegado seccional foi levada ao ar, ontem, durante o Programa Fale Sem Medo, da Rádio Difusora. Numa entrevista gravada ao repórter Vinícius Araujo, Maury de Camargo censurou publicamente o procedimento dos carcereiros e até do diretor da cadeia, o delegado Alan Bazalha Lopes. “É um absurdo colocar ladrão de banco para fazer faxina. Todos serão responsabilizados, inclusive o diretor”. Com o aval da diretoria, o presidiário Flávio de Bacco, 25, o “Baquinho”, circulava livremente pela cadeia e tinha autorização para sair do presídio. Na tarde de terça-feira, ele foi jogar lixo em tambores colocados do lado externo, a 80 metros do portão principal da cadeia, e não retornou. O fugitivo havia sido preso há cinco meses durante tentativa de furto ao banco Nossa Caixa de Jeriquara. Ele é o braço direito de um dos líderes do PCC (Primeiro Comando da Capital) em Franca e tem uma tatuagem nas costas com um dos lemas da facção. “Paz, Justiça e Liberdade”. Além de abrir uma sindicância administrativa interna para apurar a conduta dos policiais, o delegado seccional também deverá enviar o caso à Justiça e ao Ministério Público. Na parte disciplinar, a hipótese de afastamento dos funcionários foi descartada. Advertência e suspensão são as penalidades mais prováveis caso sejam considerados culpados. “Na área criminal, vamos investigar tudo, inclusive se houve algum tipo de vantagem econômica. Será que essa fuga não foi comprada? Tudo isso tem de ser examinado. Eles pisaram na bola e isso vai custar caro. Vão ter de explicar direitinho. Ficarei em cima, pois quero que seja apurado com muito rigor”. Os quatro carcereiros que estavam de plantão foram ouvidos ontem pela Corregedoria.

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