UTI Infantil da Santa Casa: não há vagas


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Criança internada na UTI Infantil da Santa Casa, em imagem de arquivo: unidade está cheia. Hospitais particulares são alternativa para o problema
Criança internada na UTI Infantil da Santa Casa, em imagem de arquivo: unidade está cheia. Hospitais particulares são alternativa para o problema
A UTI (Unidade de Terapia Intensiva) Infantil da Santa Casa de Franca está lotada. As dez vagas disponíveis estão todas ocupadas. Se houver qualquer emergência envolvendo crianças menores de 12 anos, que necessite dos cuidados especiais da UTI, a rede pública de Saúde terá de comprar leitos nos hospitais particulares de Franca ou até mesmo em outras cidades. Apesar do esgotamento das vagas no hospital, a diretoria da entidade garante que a população não ficará sem atendimento. “Estamos preparados para este tipo de situação. Se chega uma criança grave, estabilizamos o quadro e encaminhamos imediatamente à Unimed ou ao Regional. Ninguém ficará sem vagas na cidade”, disse o diretor-clínico da Santa Casa, Marcelo de Paula Lima. O trâmite, segundo Lima, só é mais complicado se o paciente vier da região. Neste caso, é necessário o aval da Central de Vagas da DIR-18, em Ribeirão Preto, para que se busque unidades particulares de internação. “Geralmente, a gente encaminha para Ribeirão mesmo ou para o local mais próximo que tiver vagas. Mas se não houver condições para uma transferência e o paciente correr riscos, o procedimento é o mesmo e mandamos para os particulares daqui”, disse. A primeira opção é o Hospital Unimed, maior da cidade e que tem capacidade para atender oito crianças em sua UTI. Segundo o diretor-clínico da Unimed, Luiz Fernando Peixe, é possível internar até duas crianças encaminhadas pela Santa Casa. “Atendemos sem problemas. Temos boa capacidade na Unimed. Ontem mesmo só tinha uma criança em nossa UTI. Mas temos de limitar a duas vagas, porque recebemos internações de outras unidades da Unimed”, disse. Em seguida, o caminho é o Regional, que conta com seis leitos em sua unidade de tratamento intensivo. Metade deles está ocupada. A enfermeira Edilene Pessoni disse que nunca houve recusa em receber pacientes do SUS na UTI Infantil do hospital. “Sempre que há pedidos, os diretores costumam autorizar e o atendimento é realizado normalmente. A coisa só pode se complicar se um dia também não tivermos vagas”. PREOCUPAÇÃO Em uma rápida enquete no Centro de Franca, ficou clara a preocupação da população com o problema. A dona de casa Maria de Lourdes Caneli, 55, disse que já passou sufoco com a falta de vagas na Santa Casa. “Minha sobrinha precisou ir para a UTI e não tinha leito. Queriam mandar ela para Barretos. Graças a Deus, surgiu uma vaga na última hora”, disse. Preocupado também está o sapateiro Reginaldo Ferreira, 27. “No Regional ou na Unimed, tudo bem, agora já pensou ter de enviar uma criança da gente para a UTI em uma outra cidade?”.

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