Ao completar dezoito anos de idade, todo brasileiro do sexo masculino é obrigado a realizar o alistamento militar em uma Junta de Serviço Militar de sua cidade. Se convocado, por um ano o jovem receberá instruções militares, terá um rígido ensinamento disciplinar e aprenderá a amar e respeitar sua pátria. Até aqui, a participação de cada um é obrigatória. A partir disso, uma possível descoberta de que você tem ou não vocação poderá incentivá-lo a permanecer dentro das Forças Armadas, que tanto pode ser no Exército, Marinha ou Aeronáutica do Brasil. Nesse caso, por concurso, o jovem pode construir dentro de uma das armas uma carreira que pode ser promissora.
O Exército, por exemplo, não vive apenas de ordens, armas, desfiles em 7 de Setembro e missões (de guerra ou paz). Dentro desta organização de defesa nacional funciona uma estrutura complexa, da mesma forma que uma cidade. Ou seja, dentro do Exército existem alguns elementos que formam as unidades e subunidades de tropa, que são os batalhões, regimentos, grupos, companhias, esquadrões e baterias. Para cada unidade, são necessários homens com habilidades específicas, como veterinários, mecânicos, médicos, dentistas, cozinheiros, eletrotécnicos, etc. Quem segue carreira militar desempenhará uma função e, claro, receberá um salário para isso. Existe uma hierarquia como em qualquer outro emprego, mas a diferença com o “mundo externo” está na disciplina e aplicação de suas funções, que será voltada para a estrutura de defesa do País.
Em Franca, o Exército é representado pelo Tiro de Guerra. Dos cerca de 3 mil jovens que se alistam anualmente na cidade, cem são destacados para cumprir o período de um ano de serviço em dois grupos.
Há alguns anos, o número era de quatro grupos de até 80 jovens. “Talvez a diminuição do contingente local tenha acontecido por contenção de despesas das Forças Armadas”, explica o subtenente Mário Carlos Rangel da Silva, comandante do TG de Franca. Rangel ingressou no Exército aos 18 anos e desde então resolveu que seguiria carreira. Prestou concursos para formação de cabo, sargento, aperfeiçoamentos, pára-quedismo entre outros. Seu próximo objetivo é trabalhar em uma embaixada em outro país. “Para isso, me aperfeiçoei em línguas estrangeiras, como o inglês e espanhol, pois pretendo seguir adiante numa carreira ascendente dentro do próprio Exército”, diz o comandante.
O subtenente Rangel e o segundo-sargento de artilharia Gelson Adriano Langner Ribeiro são responsáveis pela instrução dos jovens que ingressam nos dois grupos do Tiro de Guerra local.
Durante o ano, os atiradores, como são chamados os jovens em serviço, recebem orientações militares de defesa territorial, ou seja, em caso de necessidade, os reservistas deveriam defender os pontos sensíveis de Franca - água, energia elétrica, Executivo e Legislativo, por exemplo - da iminência de uma “guerra”. “Mas não é só isso. Eles também são orientados quanto à conduta moral além de atuar em ações humanitárias e sociais na cidade”, explica Rangel.
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