O atual presidente da Câmara, Marcelo Mambrini (PMN), foi o único a não votar em Joaquim Ribeiro (PSB) ontem. Mambrini votou em Rui Engrácia (PSDB), segundo ele, mantendo um compromisso que teria acertado com Engrácia antes da base governista conceder apoio a Ribeiro (PSB). Já que os coelhos em que Mambrini dizia apostar nos últimos dias não saíram da cartola, o presidente aceitou o resultado da eleição e já pensa no ano que vem, quando promete adotar uma postura “independente”.
“Foi a vontade do plenário e ela tem de ser soberana”, disse Mambrini em relação à eleição de Joaquim. “Em que pese ele não ter tido o meu voto, continua tendo o meu respeito como pessoa, como profissional.”
Mambrini promete cobrar de seu sucessor a retórica de independência repetida por Joaquim desde sua posse. “É natural que farei cobranças, principalmente no que foi apregoado. Agora não há razões para que o conceito de Câmara independente, de Legislativo independente, não seja posto em prática”, disse.
2007 será o primeiro ano em que Mambrini não fará parte da Mesa Diretora - em 2005, ele ocupou o cargo de primeiro secretário. “Farei parte de duas comissões e espero poder colaborar para o bom andamento do trabalho da casa. Não pretendo ser uma oposição ideológica aos projetos do Executivo, porém farei, dentro da minha postura como vereador, os questionamentos necessários”. O presidente da Câmara até 31 de dezembro parece querer no ano que vem buscar o que faltou a ele durante o seu próprio mandato: ponderação.
“Pretendo adotar uma postura independente, uma postura que me dará condição de analisar com tranqüilidade cada medida e cada voto”, disse.
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