Depois de eleito, Joaquim Ribeiro (PSB) manteve o discurso em defesa da “autonomia” do Legislativo. O presidente da Câmara afirmou que não guarda mágoa de nenhum vereador, nem mesmo do atual presidente, Marcelo Mambrini (PMN), que chegou a acusá-lo de usar votos como moeda de troca pelo apoio do prefeito Sidnei Rocha (PSDB) na eleição que venceu ontem. O vereador do PSB prometeu a construção do novo prédio do Legislativo e uma condução da Câmara com seriedade e autonomia para 2007.
Comércio da Franca - Como o senhor avalia a eleição para presidente?
Joaquim Ribeiro - Encaro como uma homenagem. E vou trabalhar como um facilitador do exercício dos trabalhos dos colegas vereadores.
Comércio - Quais são os projetos para o próximo ano?
Joaquim - Vamos sentar junto com os companheiros da Mesa Diretora e fazer um plano de trabalho para 2007. Ouviremos os vereadores para vermos se há idéias melhores para aprimorar esse projeto e tentaremos implementar isso. Certamente, constará nesse projeto a construção do novo prédio da Câmara. São visíveis as condições difíceis de trabalho e, mais do que isso, a população entende que a Câmara é um braço da Prefeitura. Então a gente tem de separar isso, cortar esse cordão umbilical.
Comércio - O senhor tem sido um dos principais defensores da autonomia da Câmara. Esse será uma característica do mandato?
Joaquim - Eu tenho repetido que tem de haver harmonia e conciliação, mas conciliação sem independência é submissão. E isso a Câmara não pode aceitar, senão ela se apequena.
Comércio - As acusações do atual presidente Marcelo Mambrini contra o senhor não impediram a sua eleição...
Joaquim - Eu me senti desrespeitado. Em lugar nenhum, nunca na minha vida eu me lembro de um episódio dessa natureza. O Valim fez uma representação que certamente é problema do Conselho de Ética. Daqui para frente eu vou tocar a Câmara com isenção, sem preocupação com qualquer um dos vereadores. Minha postura será a de conduzir o Legislativo de maneira séria.
Comércio - A Câmara precisa de mais seriedade?
Joaquim - A Câmara deve ser uma instituição séria. Da Câmara deve emanar respeito. Eu não vejo a Câmara apenas como uma casa, eu acho que aqui é um templo do povo e, de um templo, se espera respeito na hora de entrar, na hora de agir. E é assim que eu tentarei conduzir a Câmara.
Comércio - Com a eleição do senhor com amplo apoio dos vereadores governistas, o PSB passa a compor a base de apoio ao prefeito?
Joaquim - O PSB permanece como um partido independente.
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