Membro do PCC foge da cadeia pela porta da frente


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CADÊ ELE? - Policiais militares fazem ronda na esquina da Rua Bráulio Andrade Junqueira com Jamil Abdalla, por onde Flávio Bacco (destaque) fugiu: detento foi jogar lixo fora e desapareceu ontem à tarde
CADÊ ELE? - Policiais militares fazem ronda na esquina da Rua Bráulio Andrade Junqueira com Jamil Abdalla, por onde Flávio Bacco (destaque) fugiu: detento foi jogar lixo fora e desapareceu ontem à tarde
Desta vez não foi preciso cavar túnel, fazer corda de pano ou manter funcionários como reféns. Um preso fugiu da cadeia do Jardim Guanabara, em Franca, pela porta da frente ontem à tarde e com muita tranqüilidade. Suspeito de integrar o PCC (Primeiro Comando da Capital), Flávio Bacco, 25, o “Baquinho”, saiu sozinho do presídio para jogar lixo em um contêiner a 80 metros de distância do prédio e não voltou. A Corregedoria da Polícia Civil abrirá um procedimento administrativo para apurar a conduta dos carcereiros que estavam de serviço. Morador de Ribeirão Preto, Baquinho havia sido preso em flagrante no dia 6 de julho em Jeriquara. Ao lado de outras duas pessoas, ele tentava furtar R$ 11 mil do banco Nossa Caixa, quando foi descoberto pela PM. Entre os presos estava João Paulo Milani, 32, o “Cachorrão”, suposto líder do PCC e apontado como uma espécie de chefe dos detentos da cadeia do Guanabara. Devido à periculosidade, eles foram transferidos para Franca, onde ficaram recolhidos à espera do julgamento. Baquinho foi contemplado com o cargo de “preso-faxina”, aquele que tem livre acesso aos corredores e dependências internas da cadeia. No caso dele, acesso até do lado externo. Por volta das 15 horas de ontem, ele e o detento Reginaldo Lima saíram do presídio para jogar lixo em tambores colocados na esquina. Apenas Reginaldo voltou. Baquinho teria entrado em um carro que o esperava na esquina e desapareceu. O fugitivo tem uma tatuagem nas costas com os dizeres “Paz, Justiça e Liberdade”, um dos lemas do PCC. O diretor da cadeia, delegado Alan Bazalha Lopes, disse que a saída do detento deveria ser acompanhada sempre por um policial. “Ele era de bom comportamento e não havia provas do seu envolvimento com o PCC”.

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