Wushu: Lutas do animais


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Rodrigo Lopes, Cledemar Pereira e o professor Isaac Pereira (atrás, esq. para dir.), Pedro Lourenço e Lucas Gabriel (à frente, da esq. para dir.): lutadores participaram da Copa Brasil que deu direito de disputar a seletiva europ&eacu
Rodrigo Lopes, Cledemar Pereira e o professor Isaac Pereira (atrás, esq. para dir.), Pedro Lourenço e Lucas Gabriel (à frente, da esq. para dir.): lutadores participaram da Copa Brasil que deu direito de disputar a seletiva europ&eacu
O lendário lutador Bruce Lee, caso estivesse vivo, se orgulharia de três seguidores que moram em Franca e conquistaram a chance de disputar a seletiva européia para o Mundial de kung fu de 2007. Neste ano, a seletiva aconteceu na Suécia e o Mundial na China. A competição acontecerá no próximo ano, sem data e local definidos. Rodrigo Faria Lopes, 15; Lucas Gabriel dos Santos, 10; Pedro Lourenço, 13, e o professor deles, Isaac Pereira, ganharam medalhas de ouro durante a IV Copa Brasil Internacional de Kung fu, disputada em São Caetano do Sul, em novembro, com mais de 300 participantes. Apesar da pouca idade dos competidores, o empenho supera qualquer dificuldade. Prova disso é que os lutadores superaram adversários de 12 Estados do Brasil, além de quatro países: Estados Unidos, Argentina, Chile e Azerbaijão. “São revelações que surgem e há muito treinamento por trás desse trabalho”, explicou o professor Isaac Pereira, também campeão na Copa, lutando uma ramificação da arte marcial que é confundida com exercício de relaxamento, o tai chi chuan. “O tai chi também é uma luta e quando praticado tem movimentos rápidos como o kung fu”, explicou. Entre os oponentes mais fortes dos jovens lutadores estão os norte-americanos. Os EUA são o país onde o kung fu criou fortes raízes principalmente com expoentes do cinema, como o próprio Bruce Lee, seu filho, Jet Lee, e o misto de lutador e comediante Jack Chan. Tanto é que o ator Stephen Chow, protagonista do filme Kung-fusão, chegou a ser juiz das lutas disputadas no ABC. “O melhor é a amizade que fazemos lá. Tirei um foto com ele (Stephen) que foi meu juiz”, disse Rodrigo. Entre os mais jovens do grupo, está Lucas Gabriel, 10. Ele foi incentivado pelo pai a iniciar na modalidade quando ainda tinha 7 anos. “Ele melhorou muito na escola, no comportamento em casa e na disciplina”, comemorou Amauri dos Santos, 42, orgulhoso do filho. Cledemar Silva Pereira, 21, também viajou com a equipe para São Caetano, mas não conseguiu trazer medalha. Como Rodrigo, ele competiu na luta clássica, que se caracteriza pelo enfrentamento sem proteção. Não são permitidos golpes na cabeça do oponente. “Havia bons adversários e estou com apenas um ano de treinamento. Mas no ano que vem vou tentar novamente”, prometeu. Apesar dos bons resultados e a possibilidade de disputar as seletivas européias, os competidores ainda buscam recursos para a viagem e não sabem se conseguirão representar o País em terras européias nessa arte milenar ainda não reconhecida como esporte no Brasil.

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