Levantamento realizado pelo Comércio da Franca com 14 dos 15 vereadores da cidade aponta a eleição do vereador Joaquim Ribeiro (PSB) para a presidência da Câmara Municipal de Franca no exercício de 2007. Joaquim, que precisa de oito votos para se eleger, teria no mínimo 10. Entre os que prometem optar pelo vereador do PSB na eleição marcada para as 14 horas de hoje, estão membros da base de apoio do prefeito Sidnei Rocha (PSDB), inclusive seu líder, Jepy Pereira (PSDB), além de seus colegas de partido. Prudente, quando questionado sobre quem ele mesmo escolherá, Joaquim se esquiva: “Eu não sei quem são os candidatos. Resolverei lá na hora. Não estou ansioso, estou muito à vontade”, disse.
Há cerca de dois meses, Joaquim já fazia contatos para angariar os votos necessários para comandar o Legislativo no ano que vem.
Valter Gomes, o líder do PSB na Câmara, foi o designado para “conversas ao pé do ouvido” com todos os vereadores. Em 26 de outubro, o Comércio noticiou com exclusividade a formação do embrião da aliança que esvaziou a disputa e deixou Joaquim como único candidato às vésperas da eleição. O vereador do PSB teria como seu vice Marcelo Valim (PSDB). Outro nome experiente da base governista, Luiz Carlos Fernandes (PDT), comporia a chapa.
Desde então, os acertos se consolidaram.
A união do PSB com governistas causa estranheza ao PT, único partido de oposição declarada a Sidnei Rocha na Câmara. Ontem Gilson Pelizaro (PT) e Silas Cuba (PT) disseram que ainda não fecharam com o vereador do PSB. Ainda assim, ambos parecem inclinados a engrossar o coro em torno do nome de Ribeiro. “São dois anos que a gente vem tentando elegê-lo e não foi possível.
Então é provável que a gente vote no Joaquim. Mas, até no momento de votar, a gente vai decidir”, disse Silas.
CONFUSO
Nadando contra a maré, Marcelo Mambrini busca fôlego. O presidente continua dizendo que, cumprindo um acordo já dissolvido da base governista, votará em Rui Engrácia. O curioso é que nem mesmo o próprio Engrácia votará em si mesmo, até porque diz não ser candidato. Mais curioso ainda é o fato de Mambrini permanecer afirmando que também é candidato. “Não quero cometer o erro de retirar minha candidatura antes da hora”, diz.
Assim, com posicionamentos confusos, Mambrini aposta que ainda possa haver surpresas na eleição de hoje. “Pode ser que o coelho esteja ali dentro da cartola, como sempre esteve. Precisa ver se ele sai ou não. Eu torço para que saia”, disse ontem.
Mambrini aposta no retrospecto de reviravoltas ocorridas nos últimos dois anos na eleição da presidência da Câmara. Em 2005, o próprio Joaquim Ribeiro parecia eleito, mas quem acabou assumindo foi Luiz Carlos Fernandes. Em 2006, Joaquim e Luiz Carlos brigavam novamente e quem surpreendeu correndo por fora foi o próprio Mambrini.
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