Pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgado na semana passada revelou que o rebanho bovino da microrregião de Franca está diminuindo a cada ano. Nos últimos anos, o número de cabeças de gado dos 13 municípios da área monitorada pelo EDA (Escritório de Defesa Agropecuária) caiu de 250 mil animais para 230 mil, uma redução de 1,22%. Tais resultados são atribuídos, principalmente, ao avanço dos canaviais no norte e nordeste paulista, impulsionado pela promessa do álcool como combustível do futuro.
O resultado dos dados do IBGE confirmaram uma movimentação já percebida pelo diretor do EDA local, Antônio Vítor de Oliveira.
Segundo ele, o número vem caindo a cada campanha de vacinação contra a febre aftosa. “A diferença é que agora se acentuou mais e os dados do IBGE só vieram a confirmar isso”, disse. Para ele, o avanço da cana-de-açúcar é o principal fator. “Muitos criadores estão reduzindo o número de animais para arrendar terra para usinas de cana. Para eles é mais interessante. Afinal, só têm lucros, não precisam investir”, disse Antônio de Oliveira.
A maior queda foi registrada em Jeriquara, com 19% de redução. Em cinco dos 13 municípios aconteceu o oposto. Aumentou o número de bovinos. O destaque ficou com Ribeirão Corrente, com um rebanho 20% maior. Em Franca, o crescimento foi de 5,14% e Restinga, 10%. Mesmo assim, os números mostram que os canaviais também continuam crescendo, principalmente neste último.
Em Pedregulho, o aumento foi pequeno, 2,14%. “A zona rural do município tem situação um pouco diferente devido à sua topografia acidentada, que não atrai muito as usinas de cana. É boa para pastagens e café. Com isso, não houve queda no número do rebanho”, disse o diretor do EDA.
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