Dalvo Francisco Sobrinho, 64, dono de oficina de bicicletas aposentado, soube que tinha câncer de próstata há cerca de quatro anos. Com dificuldades para urinar, passou por consulta médica e descobriu que estava com um tumor. A notícia, é claro, deixou-o abalado. Ele foi encaminhado para tratamento no Hospital do Câncer de Franca e, por dois anos, fez radioterapia. A força para suportar os cuidados com a doença e para combatê-la teve grande participação do Centro de Voluntários da Saúde. “Foi uma fase muito difícil. Nunca tinha passado por um problema sério de saúde, nunca havia sido internado. Cheguei no hospital muito desorientado e pensei até em fazer bobeira. Acho que teria morrido se não fossem os voluntários para me ajudar a ‘levantar’”.
Além das conversas e atenção dispensadas a Dalvo, o grupo contribuiu com doações materiais, como cestas básicas e suplementos alimentares. “Nunca vou me esquecer do que fizeram por mim.” O sentimento da mulher dele, a dona de casa Ilda Cândida Sobrinho, 63, em relação à entidade é o mesmo: de gratidão. “O apoio dado por todos eles é muito importante. Entrei aqui caída e saí levantada.”
Dalvo, que está curado desde o ano passado, e Ilda criaram vínculos com o Hospital do Câncer. Toda semana, costumam passar pela instituição para rever os conhecidos e levar palavras de conforto aos pacientes e acompanhantes. “Venho para conversar, trazer mensagens da igreja... É outra família que ganhamos”, disse ele.
Maria do Carmo é outra acompanhante que considera o trabalho dos voluntários importante para pacientes e familiares. “Eles são ótimos, muito pacientes e calorosos. Tudo aqui é bom”, disse ela, que acompanha o tratamento de quimioterapia de Lorival da Silva.
As manifestações de carinho com os colaboradores também chegam de outras formas. “As voluntárias são criaturinhas de Deus.
Quantas vezes percebemos que elas conversam com os pacientes com o coração chorando, mas estão firmes. Tenho certeza que 30% do tratamento no hospital são o amor e carinho que recebemos”, escreveu Sebastião Battarra em carta enviada ao Hospital do Câncer.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.