Dia de decisão começa com duas torcidas cheias de esperança e termina com o choro dos derrotados. No Campeonato Varzeano de 2006, o Internacional tinha o objetivo de conquistar seu primeiro título da competição e após 90 minutos de bola rolando, levantou a taça de campeão, no domingo, no Estádio Lanchão.
Ainda teve direito a fazer carreata pela cidade em cima de um trio elétrico. Ainda houve uma dobradinha, com a vitória sobre o Ipiranga na categoria aspirantes (leia texto abaixo). No principal, o Corintinha, time que precisou superar além de contusões, brigas internas em momento tão decisivo como foi a última semana, ficou com o vice-campeonato, já que precisava marcar dois. No fim, o placar de 1 a 0 fio insuficiente para o time da Vila São Sebastião.
A partida da decisão do Varzeano começou com mais de uma hora de atraso. Estava prevista para as 11 horas, mas o apito da árbitra Regildênia de Holanda Moura, de São Paulo, só aconteceu depois do meio-dia.
Quem fez o primeiro ataque foi o Inter, fruto de duas boas jogadas do “triângulo mágico” Birigüi, Fernandinho e Lelinho. No primeiro lance, um chute da entrada da área, mas o goleiro Daniel conseguiu defender. Em seguida, o arqueiro contou com a sorte e a trave rebatida da direita. Esses foram os dois melhores lances do alvinegro da Vila Santos Dumont.
Do outro lado, o esforçado Corintinha contou até com a ajuda dos céus. A chuva torrencial que caiu no Lanchão antes do jogo ajudou a mostrar a crítica situação do gramado. O lamaçal colocou a defesa do Inter em apuros.
Em um desses lances, o zagueiro Tiago saiu para iniciar uma jogada e tentou inverter para a direita, mas ao lançar bola rasteira ela parou em uma poça. O ataque do alvinegro da Vila São Sebastião aproveitou a bola de graça e chutou da entrada da área. A sorte foi o erro na pontaria do atacante corintiano.
Após essa falha da defesa do Inter, o “Timão” cresceu em campo e conseguiu avançar com bolas rápidas enfiadas por Robinho, Rê, com a ousadia de Júnior Preto e os bons dribles de Jeferson. E foi em um desses lances, perto dos 30 minutos do primeiro tempo, com passes curtos desde o meio de campo, que o camisa 10 do Corintinha recebeu um toque na entrada da área, chutou cruzado para vencer o bom goleiro Zenga: 1 a 0. A torcida foi ao delírio, mas ainda faltava um gol para que o Corintinha conquistasse o título.
Palmas para o técnico Balu que remodelou o time para o confronto e enfrentou duras críticas de torcedores ao longo da semana anterior à decisão. Ele trocou cinco atletas em relação à partida anterior, que perdeu por 1 a 0.
Durante o segundo tempo, o alvinegro da Vila São Sebastião se concentrou no ataque. O que faltou foi mais objetividade nas investidas. Os jogadores se perderam em lançamentos para a área e chutes de média distância. O treinador Tito, do Internacional, precavido, colocou todo o grupo para defender. No bolo que se formou dentro da grande área do time da Vila Santos Dumont, depois dos 30 minutos da etapa complementar, dois jogadores do Corintinha caíram na área em momentos diferentes e reclamaram de penâlti, não marcado pela árbitra Regildenia.
Para dificultar ainda mais a missão do Corintinha, Zenga, o goleiro “milagroso” do Inter na primeira partida, fechou o gol novamente. Depois de três minutos de acréscimo, ele soltou o grito de campeão junto com os companheiros. Na eleição dos melhores da competição, o arqueiro e seu colega Birigüi foram eleitos o menos vazado e o artilheiro (dez gols), respectivamente, da competição com direito a muita festa regada a cerveja.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.