Mesmo com a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) de derrubar a cláusula de barreira, exigência da legislação eleitoral que limitava a ação parlamentar dos partidos nanicos, a fusão entre PPS, PHS e PMN, que cria a MD (Mobilização Democrática), não deverá ser cancelada. A afirmação veio de Alberto Aggio, um dos organizadores do movimento em Franca.
Aggio confirmou a reunião de terça-feira, no Tower Hotel, com a presença do deputado estadual eleito David Zaia (PPS), para discutir como será a fusão na cidade. “Está tudo do mesmo jeito.
Conversaremos sobre a formação do diretório municipal da MD, na terça-feira, que está de pé”, disse.
Para Aggio, a cláusula de barreira era apenas um dos pontos pelos quais as legendas optaram em unir forças. “O objetivo é criar uma nova força nacional de esquerda. Tanto que o presidente do PPS, Roberto Freire, externou publicamente no site do partido que a queda da cláusula em nada muda os ideais da MD”, disse.
De acordo com Aggio, a MD contará com 27 deputados federais eleitos e terá expressiva representatividade em Brasília. “Seremos a sexta maior bancada na Câmara Federal. Em tempo, na televisão, por exemplo, só estaremos atrás dos grandes partidos”.
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