Buscas pela internet e por cartas levaram oito meses


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No dia em que recebeu a mensagem, Elaine Mara, seguiu a rotina repetida durante oito meses. Chegou ao trabalho e a primeira coisa que fez foi abrir os e-mails para verificar se tinha alguma resposta positiva sobre a localização da mãe de seu noivo Jadiel. Ao ler a mensagem que os levaria a Elenice, mal acreditou. “Quando vi o e-mail pensei que fosse horóscopo, mas depois comecei a chorar”. Recuperadas as forças, fez contatos por telefone e confirmou a história da doação do bebê. Foi o fim das buscas. Elaine começou a procurar pela mãe de Jadiel em março. Ela tinha apenas a certidão de nascimento em mãos. Em sites de busca, encontrou 56 homônimos de Elenice e enviou correspondências para todas. “Obtive respostas de algumas dizendo não estarem envolvidas na história; outras cartas voltaram...” Ela também cadastrou o noivo em sites de busca de pessoas desaparecidas. A procura ficou mais intensa há três meses, depois que a mãe adotiva dele, Cleunice Velasco, morreu. “Com o falecimento, a vontade dele em rever a mãe biológica ficou mais forte”. A gerente de marketing disse que no dia 19 de novembro não conseguia dormir. De madrugada, ligou o computador e escreveu a história de Jadiel em mais um site (www.desapareceu.org), com foto e detalhes da vida dele. Deu certo. Três dias após esse cadastro, o casal recebeu o e-mail com o contato da mãe biológica. “Quando falei com a dona Elenice, ela confirmou os dados e detalhes da adoção do bebê. Ela disse que nunca deixou de procurar por ele, mas não sabia por onde começar e pensava que ele jamais a perdoaria”, disse. Agora Elenice está aliviada e feliz.

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