Desde a antigüidade cavalos são usados nas guerras. Alexandre, o Grande, trouxe elefantes da Índia para usá-los como armas em seus exércitos. Homens com lanças e arco e flechas ficavam em pequenas “casinhas” em cima dos grandalhões que usavam armaduras enormes. Na Península Ibérica, touros enfurecidos eram soltos em batalhas na direção dos inimigos.
Quando o exército de Temudjin Gêngis Khan cercou Wulahaim, na China, o saguinário comandante prometeu aos habitantes de lá que não derrubaria as enormes muralhas nem exterminaria a população se fossem entregues a ele todos os gatos da cidade. Felizes com a proposta o povo de Wulahaim tratou de capturar todos os bichanos e levá-los a Gêngis Khan. O exército de Khan então amarrou estopas nos rabos dos felinos e tocou fogo em todas elas. Os gatos saíram correndo desesperados em direção à cidade, atravessaram as muralhas e incendiaram toda Wulahaim.
Na Segunda Guerra Mundial, os nazistas contavam com mais de 200 mil pastores alemães (estamos falando dos cães, não dos líderes luteranos) ferozes e treinados para matar em suas fileiras.
No mês passado, os americanos inovaram ao anunciar que as tropas no Iraque receberão o reforço de insetos. Cientistas do laboratório militar de Los Alamos, no estado americano do Novo México, afirmam que treinaram abelhas para farejar bombas. Os bichinhos foram ensinados a estender seus probócitos (o canudinho usado para chupar o néctar das flores) quando detectassem explosivos como pólvora, dinamite, explosivo plástico C-4, entre outros.
A técnica de adestramento foi simples. Expunham os bichinhos ao odor desses explosivos e logo em seguida davam água com açúcar. Assim elas ficaram condicionadas a se preparar para o jantar esticando aquelas estruturas compridinhas sempre que tivesse bomba por perto.
As simpáticas produtoras de mel devem tornar menos amargos os dias das tropas americanas uma vez que a maioria dos mais de 2900 soldados dos Estados Unidos mortos e dos quase 22 mil mutilados desde o início da invasão em 2003 foram vítimas de ataques com bombas caseiras feitas pelas forças de resistência.
As abelhas estão treinadas. Só falta agora os cientistas do projeto chamado Stealthy Insect Sensor Project, comandados pelo pesquisador Tim Haarmann, treinar os militares para lidar com as abelhas sem ser atacados por elas.
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