Tiro de Guerra já teve que restituir gastos à Prefeitura


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Entre o final do ano passado e o início de 2006, já houve, pelo menos, um caso de restituição aos cofres públicos de órgão ligado à Secretaria de Governo por abusos nas ligações telefônicas. O caso envolveu o Tiro de Guerra de Franca. A irregularidade foi descoberta pela Secretaria de Finanças. O valor devolvido foi de R$ 1,4 mil. A desconfiança surgiu após uma súbita elevação nos valores das contas do TG no final do ano passado. A Secretaria, então, solicitou uma conta detalhada à operadora de telefonia e ficou constatado que várias ligações eram realizadas durante a madrugada. Confirmados os abusos, o caso foi encaminhado à Secretaria de Governo, que abriu procedimento interno para apurar as responsabilidades. “Embora o TG seja ligado ao Exército, ou seja, ao Governo Federal, a Prefeitura é responsável pelas suas despesas com telefone. E não entendemos que há assuntos pertinentes para serem resolvidos à meia-noite ou às duas da madrugada”, disse Odair Tristão. A Prefeitura, então, comunicou o comando do TG sobre o problema e, após procedimento de investigação interna entre os militares, o dinheiro (R$ 780) acabou devolvido ao erário. “O subtenente Rangel entendeu a gravidade do fato e, pelo controle de escalas, descobriu que alguns atiradores utilizavam desnecessariamente o telefone e exigiu, ele próprio, que eles se responsabilizassem e ressarcissem o prejuízo. O valor é pequeno, mas é importante se moralizar o uso dos recursos públicos”. Em março, já com outra turma de atiradores, o episódio se repetiu e houve nova restituição, desta vez de R$ 600. Rangel, que é o chefe de instrução do Tiro de Guerra francano, disse que não intensificou a vigilância para evitar novos episódios. “Não temos de monitorar ninguém. Cada um está consciente de como funcionam as coisas. Se alguém usar telefone sem precisar, sem dúvidas, vai pagar de novo”.

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