Prefeitura faz varredura em contas


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O secretário de Governo, Odair Tristão, diz que vai exigir que dinheiro gasto indevidamente seja devolvido
O secretário de Governo, Odair Tristão, diz que vai exigir que dinheiro gasto indevidamente seja devolvido
A Prefeitura está fazendo uma varredura em todas as contas de órgãos ligados à Secretaria Municipal de Governo. A idéia é apurar abusos nos gastos com ligações telefônica que já ultrapassam os R$ 132 mil, valor contabilizado até novembro. Pelo menos 40% deste total (R$ 52,8 mil) teriam sido gastos em telefonemas particulares. No comando da operação, o secretário da pasta, Odair Tristão, agora quer a devolução do dinheiro aos cofres públicos. A lista de irregularidades apuradas é extensa. Há ligações para cidades que não possuem qualquer vínculo administrativo ou financeiro com a Prefeitura de Franca, como para Macaé (RJ), Manaus (AM) e Divino (ES). “Até onde eu saiba, o contato de interesse público se limita a outras cidades do Estado a São Paulo e a Brasília, onde se concentram as outras instâncias de governo. O que Franca pode ter a ver com o Amazonas ou com Macaé?”, perguntou, irritado, Tristão. “Para mim, há abusos e vou procurar identificá-los”. Mesmo nos telefonemas dentro do Estado, as evidências de irregularidades são grandes. Em um dos casos, foram feitas 140 ligações para Ribeirão Preto, somente em setembro, além de várias outras para Araraquara, todas do mesmo telefone. Tristão disse que, mesmo em uma hipótese de vinculação ou dependência destas cidades, o número chama a atenção. “São quase cinco interurbanos por dia para Ribeirão e Araraquara. Pode ser até que me provem que as ligações eram necessárias, mas, a princípio, as analiso como abusivas”. Tristão garantiu que vai cobrar explicações, nos próximos 15 dias, dos chefes de setor para esclarecer a origem das ligações e já antecipou que os valores gastos com assuntos alheios ao interesse público terão de ser devolvidos. “Já pedi à Secretaria de Finanças as contas desde janeiro deste ano e, se provarmos que houve improbidade, vamos querer o ressarcimento. Ou amigavelmente, ou pelos meios judiciais”, disse. O secretário não revelou quais órgãos ligados à sua secretaria teriam as maiores contas de telefone e quais seus valores. Disse apenas que os consumos maiores são no Corpo de Bombeiros, Tiro de Guerra e Divisão Agropecuária. São investigados também Procon, Banco do Povo, PAT e Conselho Tutelar. “Não revelo para não fazer acusações injustas. Quero primeiro comprovar as irregularidades para depois me pronunciar oficialmente”.

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