Laudo só ficará pronto em 2007


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O IML de Franca só encaminha materiais para serem analisados em Ribeirão Preto a cada 15 dias; com a burocracia, esclarecimento sobre morte de Maria Eunice só deverá ser feito no ano que vem
O IML de Franca só encaminha materiais para serem analisados em Ribeirão Preto a cada 15 dias; com a burocracia, esclarecimento sobre morte de Maria Eunice só deverá ser feito no ano que vem
Em plena era da Internet, da facilidade de locomoção e da evolução científica, um ultrapassado procedimento adotado pelas autoridades locais impedirá que o mistério envolvendo a morte da dona de casa Maria Eunice da Silva, 40, seja desvendado neste ano. Moradora de Passos (MG), ela foi encontrada morta dentro de um hotel em Patrocínio Paulista quarta-feira. A polícia suspeita de envenenamento e retirou vísceras do corpo para análise. Os materiais ainda estão guardados na geladeira do IML (Instituto Médico Legal) de Franca e só deverão ser enviados para laboratório dentro de duas semanas. Um funcionário do IML ouvido pela reportagem disse que o órgão tem por praxe encaminhar materiais para exames apenas de 15 em 15 dias. “Sempre esperamos juntar uma boa quantidade e só depois despachamos”. Como a última remessa aconteceu no dia 6, as vísceras de Maria Eunice só devem sair de Franca já nas vésperas do Natal. O médico Francisco Sérgio Garcia, responsável pelo IML, foi procurado para comentar o procedimento, mas não retornou às ligações. Inicialmente, o material retirado do corpo da mulher será encaminhado para o Ceap (Centro de Exames, Análises e Pesquisas), em Ribeirão Preto. Como naquele núcleo não são feitos exames toxicológicos, é provável que sejam enviados para São Paulo. “É impossível fazer alguma previsão sobre prazos, pois lá são feitos exames do Estado inteiro”, disse Rafael Eduardo Pereira, responsável-técnico pelo Ceap de Ribeirão. Há casos em que os exames levam um ano para ficarem prontos. Familiares ficaram indignados ao serem informados que uma explicação para a morte não será dada em curto espaço de tempo. “Nós já estamos abalados pela perda e queríamos, pelo menos, saber o que aconteceu. A demora no esclarecimento só prolonga nossa dor”, disse Adilson Martins da Silva, irmão de Maria Eunice. A polícia encontrou a mulher apenas de calcinha e com manchas avermelhadas pelo corpo. Ela passou a noite no hotel com um vendedor de queijos. O homem é casado. O delegado Manir Martos Salomão abriu inquérito para apurar a ocorrência. Para ele, três hipóteses são as mais prováveis: homicídio, provocado por envenenamento; suicídio por meio de ingestão de substâncias tóxicas ou até mesmo uma morte natural.

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