Se nas farmácias a venda da pílula do dia seguinte é liberada, na rede pública de saúde a distribuição é restrita. O Ministério da Saúde disponibiliza 52 cartelas da pílula para Franca a cada três meses.
Elas ficam armazenadas no Posto de Saúde e são entregues apenas às mulheres que sofreram abuso sexual ou em casos em que uma gravidez representaria riscos à saúde da mulher. Além disso, é preciso apresentar a prescrição médica.
Débora Chioca, farmacêutica responsável pelas farmácias da rede pública, disse que a limitação na distribuição é necessária para que o uso da pílula não se torne indiscriminado.”Não podemos estimular o uso abusivo da pílula de emergência. Há outros métodos anticoncepcionais seguros e que previnem até mesmo as doenças sexualmente transmissíveis, como é o caso do preservativo”.
Pela distribuição restrita, o medicamento chega a sobrar nas prateleiras do Posto de Saúde, e muitas vezes é encaminhado para Ribeirão Preto. “Preferimos a campanha pelo uso do preservativo, que é mais seguro, mas também distribuímos os contraceptivos orais e injetáveis. Já a pílula do dia seguinte, reservamos para casos extremos”, enfatiza Débora.
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