Empresa dispensou 390 funcionários de uma só vez


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A Calçados Samello dispensou, em novembro, 390 funcionários, entre linha de produção e setor administrativo. Não pagou as rescisões desses trabalhadores que receberam somente parte do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) e deram entrada da documentação do Seguro-Desemprego. A empresa e o Sindicato dos Sapateiros ainda não divulgaram quanto a Samello deve aos trabalhadores. Foi em 29 de novembro que a situação dos ex-funcionários da Samello se tornou insustentável. A Justiça decretou a recuperação judicial da empresa e, com isso, ela não pode ser executada judicialmente por dívidas anteriores, nem mesmo as trabalhistas. O sindicato, então, reuniu-se com a diretoria da empresa para encontrar uma alternativa menos lesiva aos sapateiros que a espera pela recuperação da fábrica. Foram oferecidos cinco imóveis do grupo, em várias áreas da cidade, para negociação. Foi dada a prerrogativa ao sindicato para que até mesmo encontrasse possíveis compradores. Apesar da oferta, um corretor entrevistado pela reportagem não fez uma boa avaliação da situação: para ele, os imóveis valem aproximadamente R$ 20 milhões e a venda de qualquer um deles (o mais barato custaria em torno de R$ 3 milhões) costuma demorar para ser concretizada. “Poucas pessoas têm esses valores disponíveis em mãos. Em menos de seis meses, dificilmente se fecha um negócio desse porte”, disse. A inauguração da Mega Loja passa a ser, agora, um novo alento para os ex-funcionários. “A diretoria fez uma promessa, de que o primeiro dinheiro que entrasse seria para pagar os acertos. Agora veremos se ela será cumprida”, disse Sebastião Ronaldo de Oliveira, diretor do Sindicato dos Sapateiros.

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