Joaquim, 60. Depende de ajuda para sobreviver


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SUFOCO - Joaquim Aristeu Ribeiro precisa de novas doações para sobreviver com dignidade
SUFOCO - Joaquim Aristeu Ribeiro precisa de novas doações para sobreviver com dignidade
O lavrador Joaquim Aristeu Ribeiro, 60, se mudou de Minas Gerais para Franca há 20 anos. Na cidade, comprou um “terreninho” com uma casa simples de um quarto, cozinha e banheiro no Jardim Ipanema. Solteiro e sem contato com os parentes, sempre morou sozinho. Tem problemas na próstata, de pressão alta, tremedeira nas pernas e depressão e não pode trabalhar. Ele não tem renda desde 1996. Para sobreviver, depende de ajuda. Seu maior sonho é conseguir a aposentadoria e descansar. Em junho deste ano, a reportagem do Comércio contou a história do idoso. Naquele mês, muitas pessoas ajudaram com doações de alimentos. Agora, cinco meses depois, a situação continua complicada. A Prefeitura o inscreveu no programa Bolsa Família no mês passado, mas o benefício de R$ 50 por mês foi negado. Uma assistente social do Jardim Brasilândia não o enquadrou “como uma família”. A assistência social o encaminhou para receber leite do CCI (Centro de Convivência do Idoso) e à UBS para consulta médica. Após novo contato do jornal, a Secretaria de Desenvolvimento Humano e Ação Social promete rever o caso com nova visita domiciliar. Enquanto a assistência do poder público não chega, Joaquim depende da colaboração da vizinha, que doa um prato de comida para o almoço e faxina sua casa, e de outra conhecida. No semestre passado, a vendedora Maria José Batista, 41, moradora no Jardim Paulistano II (distante cerca de oito quilômetros do Ipanema), resolveu ajudá-lo. Em junho, ela o acolheu em sua casa, onde ficou dois meses e depois quis voltar para sua residência. Agora ela o recolheu novamente. “Nem tenho muitas condições, mas peço ajuda para ajudar os outros. Não consigo ver quem está abandonado e deixá-lo à míngua.” É Maria José quem praticamente assumiu a assistência ao senhor. Faz “vaquinha” para comprar gás de cozinha, pede frutas e legumes no varejão e agenda e o leva às consultas médicas. “Se não tenho dinheiro para ônibus, peço para meu vizinho levar a gente.” Ela também “contratou” uma advogada para dar entrada no pedido de aposentadoria no INSS. Os documentos estão encaminhados e, quando começar a receber o benefício, o pagamento à advogada será descontado de Joaquim. “Tenho de deixar as coisas na minha casa para cuidar dele. Muita gente contribui, mas o Joaquim precisa de ajuda continuada. A Prefeitura tem de doar, no mínimo, uma cesta básica por mês”, disse Maria José. “Um médico poderia atendê-lo voluntariamente. No SUS, a consulta com neurologista demora demais”, completou. Seu Joaquim precisa de arroz, macarrão, feijão, produtos de higiene, de limpeza, roupas de cama e para ele. O endereço é Rua José Marciano Vieira, 493.

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