A vereadora Elizabet Scarpim (PP), de Ituverava, acusa o presidente da Câmara, Arnaldo da Silva (PDT), de ter cometido racismo durante a sessão da última terça-feira. Elizabet diz que Silva foi racista ao pronunciar palavras ofensivas relativas a sua cor. O bate-boca começou depois que o presidente colocou em votação um projeto que previa o reajuste salarial dos assessores em cerca de 50%. Com isso, os salários chegariam a R$ 2,5 mil.
Contrários à medida, os vereadores pediram suspensão da sessão por 30 minutos para que pudessem discutir o projeto. Na sala de reuniões, o presidente teria começado a esmurrar a mesa e ofender a vereadora Elizabet. Após as ofensas, Silva foi retirado da sala e cinco dos nove vereadores foram à delegacia registrar Boletim de Ocorrência. “Não concordei com o projeto porque o aumento visava apenas os funcionários do alto escalão, os demais ficariam sem o reajuste. Ele ficou muito nervoso e começou a esmurrar a mesa e a me xingar. Estou tão nervosa, que nem consigo voltar à Câmara”, disse.
A vereadora disse também que procurará o Ministério Público e a Comissão de Ética. “Quero dar seqüência nisso porque fui ameaçada e quero preservar minha vida”, disse. A reportagem tentou conversar com o presidente, Arnaldo da Silva, mas não o encontrou na Câmara, nem em sua casa nem no celular. Silva também não retornou a nenhuma das ligações.
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