O presidente afastado da AEC (Associação dos Empregados do Comércio), Wilson Pedro de Souza, tentou retomar o comando do clube ontem. Munido de uma decisão judicial que colocava a assembléia que o afastou sub judice e suspendia a validade da assembléia realizada no domingo, ele invadiu a diretoria da AEC, no Castelinho, por volta das 14h30, e prometeu não arredar o pé dali. Para o advogado de Wilson, Reginaldo Carvalho, a decisão dava o direito a seu cliente de voltar à direção do clube. O advogado do presidente do Conselho Deliberativo e da assembléia, José Carlos Brigagão, Alex Constantin, diz que o termo significava apenas que o mérito da assembléia estava em processo de julgamento. Depois de muita confusão, o caso foi parar novamente no Fórum e uma nova decisão judicial manteve Wilson afastado.
O presidente afastado, que pediu a anulação da assembléia na Justiça, chegou ao clube acompanhado de policiais militares e registrou um BO (Boletim de Ocorrência) de preservação de direitos. Nele, alegou que os membros da comissão interina que dirige o clube desde a assembléia realizada domingo estavam impedindo o cumprimento de determinação judicial.
O presidente interino, José Antônio Filho, e José Carlos Brigagão também forneceram suas versões aos policiais. Disseram que apenas estavam cumprindo a determinação dos associados na assembléia.
Quando o BO ficou pronto, os PMs afirmaram que não poderiam fazer mais nada em relação ao impasse. Membros do conselho e da comissão interina solicitaram aos policiais que expulsassem Wilson da sala. O tenente Edson Castro se encarregou de acalmar os envolvidos, que passaram a trocar acusações.
Sem um desfecho, por volta das 15h30, José Antônio, Brigagão e Constantin deixaram o clube em direção ao Fórum, onde anexaram a ata da assembléia à ação.
Enquanto isso, no Castelinho, a situação era a mesma. Wilson continuava sentado na sala da diretoria. Por volta das 18h30, o presidente afastado recebeu um telefonema e rumou para o Fórum.
Foi comunicado que o juiz Rafael Infante Faleiros expediria uma nova decisão para o caso. Por volta das 21h30, o juiz se pronunciou: manteve o afastamento decidido em assembléia e marcou uma audiência com as duas partes para dia 12 de dezembro, quando planeja decidir sobre o mérito do caso.
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