A ocorrência envolvendo a dona de casa Maria Eunice da Silva foi registrada na Polícia Civil de Patrocínio Paulista como morte a esclarecer. Não foram encontrados sinais de violência externa no corpo, mas algumas manchas avermelhadas nas mãos e abdômen levantaram suspeitas de que algo de anormal possa ter ocorrnido. “As manchas podem ser oriundas da ingestão de veneno ou alguma outra substância”, comentou o delegado Manir Martos Salomão. Para ele, três hipóteses são as mais prováveis:
homicídio, provocado por envenenamento, suicídio por meio de ingestão de substâncias tóxicas ou até mesmo morte natural.
O acompanhante da mulher prestou depoimento e alegou inocência. Disse que dormiu um pouco antes que Eunice e a encontrou morta ao acordar ontem cedo. De acordo com a versão dele, não teriam mantido relações sexuais no hotel. O comerciante desapareceu após falar com os policiais e não foi encontrado pela reportagem. “Não há motivos para manter o rapaz detido. Não temos nenhuma prova de que possa ter participação na morte”.
O corpo da mulher foi encaminhado para o IML de Franca e submetido à autópsia. Segundo o legista Marcos Vinícius Jardini Barbosa, é preciso aguardar exames complementares para se identificar as causas da morte. Vísceras foram encaminhadas para o Centro de Pesquisa da Polícia Científica, em São Paulo. O laudo oficial deve ficar pronto em 30 dias. “Queremos saber a verdade. Espero que a polícia descubra o que aconteceu. Minha irmã não tinha vícios e nenhum outro problema de saúde, além da epilepsia. Não sei se ela já conhecia o rapaz”, disse o auxiliar de marcenaria Adilson Martins da Silva.
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